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Ataques em Beirute deixam mortos e feridos em área de refugiados

Repórter Brasil

No AR em 13/03/2026 - 19:00

Durante a madrugada, três mísseis atingiram a região de Ramlet al-Baida, no litoral de Beirute. No local, estão acampadas famílias que deixaram suas casas no sul do Líbano para escapar dos bombardeios.

“Vimos uma coluna de fumaça branca depois do primeiro míssil que caiu perto daqui. Meu marido saiu da barraca para ver o que estava acontecendo e, de repente, caiu o segundo míssil, com uma explosão muito grande. As crianças começaram a chorar e a gritar. Graças a Deus não havia muita gente ali, porque poderia ter acontecido uma grande tragédia”, descreve Elham Mustafa, uma libanesa deslocada. 

Outro morador afirma que o ataque ocorreu por volta das duas da manhã e deixou mortos e feridos entre os deslocados.

“Por volta das duas da madrugada ouvimos a explosão do primeiro míssil. Saímos da barraca e só vimos a coluna de fumaça. Meus filhos e minha esposa estavam chorando e gritando. Enquanto eu tentava acalmá-los, caiu o segundo míssil. Eu, minha esposa e minha filha ficamos feridos, e houve mortos e vários feridos no local”, conta Zeid Zaher, deslocado do sul do Líbano. 

A área atingida fica em um bairro de maioria sunita que abriga deslocados de outras regiões do país. Moradores afirmam que o ataque pode aumentar tensões internas no Líbano.

"Aqui é uma área sunita e os deslocados são xiitas. Esse ataque tenta provocar divisão entre nós. Mas isso não vai acontecer. Nenhum combatente se esconderia entre civis indefesos. O que o inimigo quer é provocar uma guerra civil, e não vai conseguir”, acredita Hosein Murad, que é morador da região. 

Apesar da crise humanitária e dos bombardeios, moradores dizem que continuarão apoiando a resistência libanesa.

“Esse ataque faz parte da pressão para que nos levantemos contra a resistência, mas isso não vai acontecer. Mesmo que destruam o sul de Beirute, o sul do país e o Vale do Bekaa, não vamos abandonar nosso apoio. Essa é a nossa escolha”, afirma Abbas Ali. 

Segundo estimativas locais, desde o início da escalada de violência no sul do país, quase 1 milhão de pessoas foram deslocadas dentro do Líbano. Muitas delas continuam vivendo em barracas improvisadas na capital.

*Reportagem de Hisham Wannous, da Telesur, em Beirute. 

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Criado em 13/03/2026 - 20:00

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