A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigou descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS terminou na madrugada deste sábado (28) sem um relatório final.
O parecer do relator foi rejeitado pela maioria. Depois, o presidente da CPMI não colocou para votação um relatório alternativo e encerrou os trabalhos.
Depois de mais de 15 horas de sessão, o placar ficou em 19 votos contra e 12 votos a favor desse documento.
No texto, o relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL) indiciava mais de 200 pessoas, entre elas Antônio Carlos Camilo Antunes, também conhecido como o Careca do INSS, além de ex-dirigentes do instituto, ex-ministros e parlamentares - e ainda o Fábio Luiz Lula da Silva, empresário e filho do presidente Lula.
Em nota, o advogado de Fábio afirmou que não há nenhum elemento objetivo ou indício que possa ser usado para formulação de um pedido de indiciamento.
Relatório alternativo pede indiciamento de Flávio e Jair Bolsonaro
Depois, a base governista tentou colocar pra votação um texto alternativo, como prevê o regimento. Esse texto pedia o indiciamento de 130 pessoas, entre elas Flávio Bolsonaro e seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, como líder dessa organização criminosa.
Em nota, Flávio Bolsonaro disse que essa foi uma tentativa desesperada de desviar a atenção do presidente Lula e seu filho.
A base governista chegou a classificar o primeiro relatório como eleitoreiro, denunciando que o relator tinha acabado de se filiar ao PL antes de apresentar o texto.
Durante as discussões, houve muita tensão e acusações sobre a data do início das fraudes e blindagem das investigações. Agora, esses dois relatórios seguem para alguns órgãos competentes.
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