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Siba Veloso

O impulso criativo do músico que vai da rabeca à guitarra e do rock ao

Segue o Som

No AR em 28/07/2012 - 04:30

Siba Veloso e Mauricio PachecoO convidado do Segue o Som desta semana  leva o telespectador a suas próprias descobertas, musicando sua histórica pesquisa de instrumentos, formas e sonoridades que vai da rabeca a guitarra, do rock ao maracatu de baque solto. Partindo do frutífero mundo de Siba Veloso, o programa vai da mata norte de Pernambuco à Africa Árabe, com escala na música negra californiana.

E o convidado  ajuda a costurar esse passeio falando da sua relação com a música e o ponto de partida para a criação do CD Avante. Fala de sua necessidade em aglomerar todos os seus estilos num mesmo trabalho, de sua parceria com Fernando Catatau, e  sobre a música Qasida e sobre a forma poética árabe que originou a música. O músico ainda relembra o Mestre Ambrósio, seu contexto histórico e sua importância na cena musical de Recife.

E já que o assunto descambou para a mistura, o Segue o Som mostra os sergipanos do Naurêa que logo no início da sua trajetória, em 2001, dizia que fazia sambaião. Aos poucos foi acrescentando a seu repertório guitarra paraense, a influência experimental tropicalista de Tom Zé e até ritmos populares para dançar, como forró e reggaeton. Eles aparecem em Alcool ou Acetona.

Um dos mestres da fabricação e manuseio da rabeca não poderia ficar de fora. Tudo começou quando ele viu um violino na TV, gostou do som e resolveu construir um para ele. Nelson da Rabeca é natural de Alagoas, onde começou a tocar o instrumento que virou seu sobrenome, aos 50 anos de idade. Ele alcançou renomada originalidade e perfeição na construção de suas rabecas, tendo vendido mais de cinco mil unidades ao longo da vida marcada por encontros inusitados com figuras do calibre de Hermeto Pascoal, Antonio Nóbrega e o saxofonista norueguês Rolf-Erik Nystrom.

Se Mestre Ambrósio, Nação Zumbi e Mundo Livre colocaram o maracatu nos alto falantes para todo o mundo ouvir, o Maninal, grupo do Espírito Santo, cumpriu a mesma missão em relação ao congo, a mais representativa manifestação folclórica capixaba. Vejam aqui Puxada de Rede, com Maninal.

J.J. Cale era o cara que Eric Clapton queria ser quando crescer. Com sua guitarra magistralmente econômica, das 12 músicas do seu álbum de estreia A Trip Down to the Sunset, de 1966, tinha apenas duas músicas com mais de três minutos. O bluesman aparece no clássico Cocaine.

O Segue o Som desta semana mostra ainda os mestres da rabeca como Maciel Salu, os brasileiros globais das bandas Manimal e Xique Baratinho e mais Rachid Taha, Carlos Malta, J.J. Cale e o eterno Hendrix, o soulman Darondo, Pife Muderno, entre outros.





Criado em 10/07/2012 - 15:15 e atualizado em 17/07/2012 - 18:21

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