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  • Silvero Pereira mergulha no universo tran

    O elogiado espetáculo BR Trans está em cartaz há três anos e rodando o Brasil

    Um mergulho no universo trans com Silvero Pereira

    O substantivo monólogo é um nome composto pelos radicais gregos monos, que significa UM e logos que significa palavra ou ideia. Ela se opõe ao diálogo, que é a conversação entre duas pessoas. No teatro, durante um monólogo, o ator se encontra sozinho no palco, experimentando a sensação de uma catarse emocional mais profunda que de costume. O Estúdio Móvel recebe dois atores que tem se aventurado no gênero compartilhando as vantagens e desafios de fazer esse estilo teatral, Silvero Pereira e Bernardo Mendes.

    No estúdio, Liliane Reis recebe o ator Silvero Pereira, cearense e veterano em espetáculos solos. Ele brilha como estrela solitária na peça BR trans, monólogo que investiga o universo das travestis e transformistas. Esse é o quarto monólogo do ator que brinca “Ser veterano no universo do teatro é complicado, pois estamos sempre aprendendo, sempre nos esforçando”.

    O projeto,  além das ações artísticas, realiza uma pesquisa teórica e prática do Nordeste ao Sul do país do universo Trans.  Em cartaz há três anos, Silvero Pereira celebra, pois lembra que os espetáculos com mais tempo em cartaz geralmente estão no eixo Rio - São Paulo e BR Trans teve origem no nordeste.

    Silvero denomina o espetáculo como “biográfico, autofágico e esquizofrênico”. Antes da peça, o ator confessa que era um artista transfôbico, lembra que dentro do universo artístico, as travestis também sofrem muito, mesmo no teatro. Foi a partir da pesquisa de campo que ele pode conhecer melhor esse universo.  “Hoje eu não sou um artista que tem problema de trânsito de gênero, eu gosto de ser Silvero e gosto de ser Gisele. Foi exatamente fazendo travesti no teatro que eu descobri que eu não sou travesti, não sou transexual e se me assumisse assim, seria um desrespeito pelo o que eu conheço hoje como identidade de gênero” afirma. E completa que para ele a melhor definição de si mesmo seria trânsito de gênero!

    Na conexão, o ator Bernardo Mendes assume sozinho o palco na peça “Penso Vozes”, onde aborda questões psicológicas e a esquizofrenia, Ele vive o desafio de interagir com outros personagens, esses por sua vez gravados em vídeo, “a princípio achei que não ia dar conta porque é um lugar em que você precisa prestar muita atenção em tudo o que faz, além disso eu precisava dialogar com as projeções. Apesar de todas essas questões foi um processo muito bonito”, comenta o ator.

 

Descrição: 
Se o tempo é agora, o estúdio é móvel!

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