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Minoria das Organizadas é quem promove violência no futebol

"No Mundo da Bola" debate o tema com especialistas

No Mundo da Bola

No AR em 11/11/2019 - 22:00

O No Mundo da Bola desta segunda-feira, dia 11 de novembro, trouxe para o debate a violência entre torcidas organizadas. Nas últimas rodadas do Brasileirão, três jogos tiveram problemas, todos clássicos estaduais - Botafogo x Flamengo, Cruzeiro x Atlético-MG e Fortaleza x Ceará. Por isso, os jornalistas Sergio du Bocage e Marcio Guedes receberam o sociólogo Mauricio Murad e o ex-árbitro Fifa e Coronel PM Aristeu Tavares, especialista em segurança nos estádios. Eles trouxeram dados e falaram sobre estratégias a serem utilizadas para combater a violência e evitá-la nessa reta final do Brasileirão.

No vídeo acima, o tema da conversa é o Flamengo x Vasco, previsto para o dia 13.

Nesse outro vídeo, os debatedores analisam os fatos ocorridos em Belo Horizonte. 


Mauricio Murad revelou, ainda, que as torcidas organizadas totalizam em seus quadros cerca de 2,5 milhões de torcedores – se considerarmos que só Flamengo e Corinthians, juntos, têm 60 milhões de torcedores, vemos que o número realmente é pequeno. Nessas organizadas, 85% são homens e das cerca de 700 torcidas no país, 130 respondem pela maioria dos episódios de confronto. Ele conta, ainda que as provocações feitas antes dos jogos por dirigentes e profissionais do futebol acirram os ânimos – foi o que disseram 72% dos chefes dessas organizadas. Esse ano, ocorreram 151 episódios de violência grave nas primeiras 32 rodadas do Brasileirão – isso mesmo, cinco por rodada, muitos nem noticiados pela imprensa – e tivemos apenas um caso de morte de torcedor – em 2013 foram 30.

Segundo Aristeu Tavares, é difícil o combate, mas é possível. Inteligência no acompanhamento das redes sociais, policiamento preventivo em locais reconhecidamente usados para a marcação de confrontos, repressão ao comércio ambulante e à venda de bebidas perto dos estádios, cadastro das torcidas e identificação no acesso aos estádios, de forma a impedir que os já punidos pela justiça possam voltar aos jogos, são algumas das medidas de prevenção. É caro, mas é mais barato que a repressão e os custos causados pela violência.

Comentaristas 11.11.19
Mauricio Murad, Sergio du Bocage, Aristeu Tavares e Marcio Guedes

Criado em 12/11/2019 - 08:00 Por Sergio du Bocage

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