Há poucos dias, uma menina de 11 anos foi apedrejada por homens que, antes de praticar a agressão, insultaram-na dizendo que iria para o inferno. A garota é iniciada no Candomblé e, quando abordada, estava vestida com trajes típicos, a caminho do centro espiritualista na Vila da Penha, zona norte do Rio de Janeiro, acompanhada de parentes e irmãos de santo.
O caso de intolerância religiosa repercutiu por atingir diretamente uma criança. Mas os casos de desrespeito religioso são comuns no país. Segundo dados do Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela, só na Bahia, a cada mês pelo menos duas pessoas são agredidas ou desrespeitadas por conta da religião. Os indivíduos mais atingidos são os que professam credos de matriz africana.
Para discutir o fenômeno da intolerância no Brasil e formas de evitar novos casos de violência, Luis Nassif recebe o representante da Liga Humanista Secular do Brasil, de ateus e agnósticos, Marcos Rosa; o representante das religiões de matrizes africanas e membro da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, professor Ivanir dos Santos, e o coordenador da página do Facebook Igreja Povo de Deus em Movimento, Padre Paulo Bezerra.
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