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Sérgio Pena

Cientistas Brasileiros entre os Melhores

No AR em 22/02/2020 - 09:30

Este episódio mostra o trabalho do médico-geneticista Sérgio Pena, diretor do Laboratório Gene – referência nacional em genética e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ele estuda a diversidade de genomas, a genética da população brasileira, além do diagnóstico de doenças a partir do estudo dos genes.

O professor explica, neste programa, que as diferenças entre as pessoas estão apenas na superfície, no fenótipo. A similaridade genética é de 99,5%. Mas esses 0,5% tornam cada indivíduo único e definem as particularidades de cada um.

"A humanidade não passa de uma grande família", afirma pesquisador do genoma
"A humanidade não passa de uma grande família", afirma pesquisador do genoma - Reprodução/TV Brasil

Como bases em seus estudos, o professor reflete sobre o racismo contra a população negra. Segundo Pena, a discriminação racial surgiu por conta de interesses econômicos e não tem nenhuma base científica, como teorias ultrapassadas chegaram a alegar. A ciência comprovou que não há raças olhando apenas para o DNA humano, afirma.

"Existe sempre o interesse econômico por trás do racismo", enfatiza Pena. Os genes que definem a raça, explica, "não tem nada a ver com o desenvolvimento cerebral, inteligência, habilidade artística ou capacidade esportiva". A justificativa biológica foi usada no passado para categorizar pessoas com base na cor de pele e levou à escravização, à perseguição e à morte de milhões de indivíduos.

"Os genes de cor de pele adaptam as populações à sua geografia”, esclarece Pena. "Se você mora nos trópicos, precisa de uma pigmentação forte para impedir a degradação do ácido fólico, além de bloquear radiação ultravioleta que causa câncer. Agora, se você migra da África para o norte da Europa, como a humanidade fez, vai haver uma pressão seletiva para que as pessoas fiquem mais claras de modo a permitir a síntese de vitamina D na pele".

Origens da população brasileira

Os estudos do professor Sérgio Pena descobriram também a ascendência genética do povo brasileiro. Somos descendentes de povos das regiões da África abaixo do Saara, do norte da África e de áreas envolta do mediterrâneo, da Europa e de indígenas da América.

Com o avanço das pesquisas de mapeamento do genoma, Sérgio Pena espera que as pessoas tenham acesso a uma medicina personalizada e participativa, que antecipe tratamentos e a cura para doenças de origem genética, muitas delas, degenerativas.

"O europeu branco é um africano descorado", afirma geneticista Sérgio Pena
"O europeu branco é um africano descorado", afirma geneticista Sérgio Pena - Reprodução/TV Brasil

Criado em 19/02/2020 - 13:35

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