Uma operação da Polícia Federal, realizada na cidade de Maués, no Amazonas, resgatou trabalhadores submetidos a condições análogas ao trabalho escravo, em minas subterrâneas de alto risco na exploração de ouro. Essa operação foi deflagrada após denúncias de exploração de mão de obra degradante e do uso de cianeto na extração ilegal de ouro.
Durante as investigações, os agentes descobriram que os trabalhadores enfrentavam jornadas exaustivas, sem acesso a direitos básicos, e estavam expostos a substâncias químicas tóxicas, como o cianeto. Além disso, esses trabalhadores eram obrigados a descer em buracos profundos, em uma técnica conhecida como modalidade poço, para a extração do minério.
Além do resgate, a operação também inutilizou quatro minas, oito motores e 30 acampamentos utilizados pelos garimpeiros ilegais. Os danos ambientais causados por esse garimpo ilegal são estimados em mais de 1 bilhão de reais, incluindo desmatamento, contaminação dos lençóis freáticos e degradação de áreas de preservação.
Esse é um dos garimpos mais antigos do Brasil, mas foi a primeira vez que a Polícia Federal realizou a desintrusão de um garimpo subterrâneo na região. Apesar de divulgar detalhes da operação, a PF não confirmou o total de pessoas resgatadas do trabalho análogo à escravidão.
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