Um dos principais efeitos da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã tem sido o aumento do preço do barril de petróleo. Isso porque, no meio dessa disputa, está o Estreito de Ormuz, uma passagem responsável pelo transporte de cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. Os países envolvidos no conflito, agora, tentam controlar essa região e garantir que as exportações não sejam interrompidas.
O Estreito de Ormuz fica entre Omã e o Irã e serve como rota para navios que saem da região do Oriente Médio rumo à Ásia, Europa e às Américas. No século XX, a descoberta de grandes reservas de petróleo no Golfo Pérsico consolidou essa passagem como via essencial para o comércio internacional. Desde o início da guerra, o Irã já ameaçava interromper a passagem de embarcações. Nesta terça-feira (10), de acordo com o governo iraniano, essa rota está bloqueada, gerando risco de escassez e pressionando o preço do petróleo, que chegou a quase R$ 120 por barril.
A Guarda Revolucionária do Irã subiu o tom e disse que não vai permitir que nenhum litro de petróleo seja transportado do Oriente Médio, caso os ataques dos Estados Unidos e de Israel continuem. O presidente americano, Donald Trump, respondeu dizendo que se isso ocorrer, vai aumentar os ataques contra o Irã de forma que o país nunca consiga se recuperar.
Os países aliados dos Estados Unidos, agora, tentam unir forças para tentar estabilizar o mercado. De acordo com o ministro das Finanças francês, Roland Lescure, os países do G7 solicitaram à Agência Internacional de Energia a elaboração de plano de contingência, como a redução de estoques de petróleo que os países costumam manter internamente.
Os Estados Unidos estudam retirar sanções de alguns países, para tentar aumentar a oferta do produto. O governo da Hungria já anunciou que vai liberar as reservas estatais e limitar os preços para proteger os consumidores.
Dados do Ministério da Indústria da Itália mostram que em quase todas as regiões do país, o preço médio do diesel ultrapassou a marca de 2 euros por litro. O governo italiano estuda, agora, reduzir os impostos sobre combustíveis para conter essa alta.
Enquanto os países buscam soluções comerciais, a França vai enviar navios militares para proteger o transporte de petróleo no Estreito de Ormuz.
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