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Petróleo: Irã mantém bloqueio em Ormuz e alerta para barril a US$ 200

Repórter Brasil

No AR em 11/03/2026 - 19:00

O controle da distribuição do petróleo tem sido uma questão central da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de exportação do produto no mundo, continua fechado. Os efeitos desse bloqueio já começam a aparecer, com a alta recorde do preço do barril e a redução de 20% da distribuição global de energia, de acordo com a Agência Internacional que regula o setor. O Brasil já começa a monitorar a situação de perto. Os países mais afetados, principalmente da Europa, tentam conter a alta dos preços.

A Agência Internacional de Energia recomendou, nesta quarta-feira (11), que seus países-membros diminuam o estoque de suas reservas para aumentar a oferta e tentar conter a disparada dos preços, além de diminuir o risco de desabastecimento. A proposta é liberar 400 milhões de barris de petróleo no mercado, a maior medida desse tipo da história e mais que o dobro do nível sugerido durante a guerra na Ucrânia. De acordo com a agência, a medida foi aprovada por unanimidade pelos 32 países que integram o órgão. O cronograma ainda será definido.

A preocupação com o mercado petrolífero ainda é maior com o aumento da tensão no Estreito de Ormuz. Hoje, 20 membros de uma embarcação tailandesa foram resgatados e três ainda estão desaparecidos após o navio ter sido bombardeado por um míssil de procedência desconhecida. Empresas de segurança marítima informaram que, antes, três outros navios também foram atingidos. Desde o início do conflito, pelo menos 14 embarcações foram atacadas navegando por essa rota.

O Comando Militar do Irã afirmou hoje que vai continuar com o bloqueio no Estreito de Ormuz e, ainda, alertou para que o mundo se prepare para o barril de petróleo a US$ 200.

Situação do Brasil 

No Brasil, o governo criou uma sala de monitoramento para acompanhar de perto o mercado de petróleo. Será feita uma articulação com agentes do setor de refino, importação e distribuição, com o objetivo de avaliar, diariamente, os impactos no abastecimento no país, em meio ao conflito no Oriente Médio. Inclusive, já há o registro de alta no preço do combustível na Bahia, no Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e em Minas Gerais.

A Secretaria Nacional do Consumidor já enviou um pedido ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), para que o aumento dos valores seja investigado. Sindicatos que representam os donos de postos de gasolina atribuem essa alta às distribuidoras, que teriam elevado os preços por causa da guerra no Irã. Mas, até agora, não houve mudanças nos preços das refinarias da Petrobras.

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Criado em 11/03/2026 - 20:00

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