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Leviatã e as Lógicas da Força e da Punição

Professora de ética Yara Frateschi analisa o discurso de ódio

Café Filosófico

No AR em 19/11/2017 - 23:00

Há um discurso de ódio presente na sociedade brasileira desde as últimas eleições, é uma limitação da nossa democracia. A professora de ética da Unicamp Yara Frateschi fala sobre a obra de Thomas Hobbes, Leviatã. Publicada em 1651, a obra aborda as paixões que nos guiam: o medo e a esperança.

O Estado mobiliza esses sentimentos pela lei e pelo controle, já que o indivíduo não é universalista – ou seja, não reconhece o direito do outro e ignora o princípio da reciprocidade. Para Hobbes, precisamos do Estado porque somos incapazes de regular a nós mesmos. Cabe ao Estado – o Leviatã – criar regras e punir. De acordo com essa lógica, se alguma coisa nos causa bem-estar, temos desejo por essa coisa ou essa pessoa. A tendência, então, é nos aproximar.

O ódio, por sua vez, é o inverso disso tudo. A pluralidade, para Hobbes, é problemática, por isso ele defende um Estado controlador. Não contava, porém, que as pessoas fossem capazes de desenvolver as noções de altruísmo e solidariedade. Por isso a ideia do Estado repressor não nos diz mais respeito, defende a professora da Unicamp. O ódio à política é preocupante e negativo, ele desacredita a ideia de que nossa luta é política e pelas instituições.

 

 

 

 

Criado em 12/04/2017 - 15:10 e atualizado em 12/04/2017 - 15:10

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