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Sua, Brasília!

Capital federal é campeã em atividade física

Caminhos da Reportagem

No AR em 24/08/2017 - 22:00

Malhar, treinar, dar uma caminhada no fim do dia, correr, nadar... são muitas as atividades físicas e os esportes que podem ser praticados, mesmo por quem não é atleta profissional. Mas, no Brasil, apenas 38% da população se exercita regularmente. É o que mostra uma pesquisa realizada pelo IBGE. Isso quer dizer que 100 milhões de brasileiros estão parados. Entre as conclusões, a pesquisa mostrou que o nordeste é a região com maior número de sedentários: apenas 36,3% da população pratica algum esporte ou atividade física. E o Amazonas é o estado que concentra, proporcionalmente, mais esportistas amadores: 32,2% das pessoas.

A pesquisa ainda revelou que, de todos os estados do país, o Distrito Federal é o que tem o maior percentual de habitantes se exercitando: 50,4% da população que vive na capital do Brasil está em movimento. O Caminhos da Reportagem desta semana vai mostrar o que faz com que Brasília esteja tão acima da média nacional quando o assunto é movimentar o corpo.

Parques do DF proporcionam a prática de atividades ao ar livre
Parques do DF proporcionam a prática de atividades ao ar livre - Divulgação

A geografia plana da cidade e a abundância de parques, aliados ao alto poder aquisitivo dos moradores são algumas características que podem ajudar a explicar a liderança do DF. A capital conta com 72 parques, 33 abertos ao público. Longe do litoral, sem praia, mas com muita disposição para aproveitar os espaços públicos: “Aqui é o Parque da Cidade, centro de Brasília, que é a praia de todo brasiliense”, afirma Léo Santos, fundador do Nosso Centro de Treinamento, onde se treina vôlei de praia. Léo se refere ao Parque da Cidade, que tem 420 hectares de área verde, bem no centro da capital.

A pesquisa também revelou que, quanto maior a renda, mais se pratica atividade física. O Distrito Federal é a unidade da federação de maior renda domiciliar per capta, com R$ 2.351. Em segundo lugar está São Paulo, com R$ 1.723. O professor Victor Andrade de Melo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, explica que o DF “tem muita gente de classe média alta, que registram a atividade física como uma atividade cotidiana”. Ele ainda compara: “nos lugares onde moram as camadas populares, há menos instalações esportivas disponíveis. As camadas populares trabalham muito e perdem muito tempo de vida em transporte”.

Remo no Lago Paranoá
Remo no Lago Paranoá - Divulgação

Independentemente da renda, o acesso aos parques e espaços gratuitos incentivam o brasiliense a se mexer. Nos centros olímpicos espalhados nas “cidades-satélites” são oferecidas vinte modalidades para cerca de 30 mil pessoas, entre jovens, adultos e idosos, de forma gratuita. Já o Centro de Treinamento de Educação Física Especial acolhe pessoas com deficiência, também sem nenhum custo.

Anderson Jardim ficou paraplégico depois de um acidente de paraquedas e descobriu que a cadeira de rodas não impediria seu ímpeto esportivo. “Depois do acidente, eu percebi que a vida continua praticamente da mesma forma. Esse carrinho não traz nenhum tipo de limitação”, conta o servidor público e atleta de tênis em cadeira de rodas.

Anderson Jardim é atleta do tênis de cadeira de rodas
Anderson Jardim é atleta do tênis de cadeira de rodas - Divulgação

Idosos com doença de Parkinson também encontram espaço para se exercitar. “Meu remédio é a atividade física. Além dos remédios normais, a atividade física faz você se sentir bem”, afirma o aposentado Yui Nyasaka, participante de um programa de exercícios da Universidade de Brasília.

Seja nos parques, nas academias, no Lago Paranoá, nos espaços públicos, o que todos os atletas amadores têm em comum é a certeza de que se movimentar é bom para tudo: “melhorou meu colesterol, eu só andava cansada, só andava ofegante. Agora estou 'tranquilésima'. Durmo melhor, faço amor melhor, tudo mais gostoso”, se diverte a aposentada Vera Lúcia Amorim, uma das frequentadoras de um Centro Olímpico na Ceilândia.

Ficha técnica

Reportagem: Carlos Molinari e Tiago Bittencourt
Imagens: André Rodrigo, Rogerio Verçoza e Sigmar Gonçalves
Auxílio técnico: Dailton Matos
Produção: Beatriz Abreu
Edição de texto: Francislene de Paula
Edição de imagem e finalização: Richard
Arte: André Maciel e Julia Costa
 

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