Digite sua busca e aperte enter

Compartilhar:

Resistência indígena é o tema do Diálogo Brasil

Demarcação das terras ainda é a principal luta dos índios brasileiros

Diálogo Brasil

No AR em 16/04/2018 - 22:15

A judicialização é o que atrapalha a demarcação das terras indígenas no país. É o que afirma o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Franklimberg Ribeiro de Freitas, um dos convidados do Diálogo Brasil desta segunda. Ele explica que a Constituição de 1988 deu cinco anos para a conclusão do processo, que começou acelerado, com as áreas mais pacificadas encontrando solução rápida, mas perdeu ímpeto quando passou a enfrentar contestações na Justiça, com grandes conflitos pela posse.

Também participa do programa, o assessor jurídico da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), Luiz Eloy Terena, para quem “os povos indígenas têm muito a ensinar” a uma sociedade que privilegia o “viés econômico”. Terena se refere à indenização por grandes projetos em áreas indígenas. Segundo ele, o pagamento não resolve os problemas criados para as comunidades, em especial quando danos ambientais dificultam a sobrevivência dos índios.

Na semana do índio, o Diálogo Brasil debate a situação das comunidades indígenas no país do ponto de vista social, econômico e cultural. Franklimberg e Eloy concordam que a demarcação das terras ainda é a principal luta dos índios brasileiros. O presidente da Funai adianta, contudo, que no próprio censo o país já registrará mais de um milhão de indígenas, numa diversidade que vai dos índios isolados, ainda sem contato com os brancos, a índios doutores.

Apresentado pelo jornalista Estevão Damázio, o programa também reproduz depoimentos, em vídeo, do secretário-adjunto do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Gilberto Vieira dos Santos, e do cacique Jaílson dos Santos, dos kariri xocó, índios que lutam pela reintegração de posse das terras onde vivem, em Paulo Afonso, na Bahia.

Ultimas

O que vem por aí