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Se Brasil fosse mais caipira, seria menos violento, avalia Luiz Rocha

Apresentador do programa Brasil Caipira aposta na cultura sertaneja

Impressões

No AR em 30/07/2019 - 23:00

O apresentador de televisão Luiz Rocha, que está no ar há 35 anos divulgando a música caipira, acredita que a cultura sertaneja pode ajudar o país. Para ele, “se o Brasil fosse mais caipira, seria menos violento” e mais feliz.

Rochinha, como é chamado pelos amigos, pensa que o mundo está virado ao avesso e revela orar por dias melhores. “Peço saúde pro mundo inteiro, juízo para cada um na posição que está. Outro dia fiz uma música - uma prece - pedindo para Deus ajudar a todos nós, o mundo está de ponta cabeça”, opina.

No programa, Luiz Rocha recebe convidados para um dedo de prosa e cantoria
Formado em matemática, Luiz Rocha criou programa que é referência na música de raiz - Divulgação/TV Brasil

O apresentador cita casos de agressão e homicídios que ocorrem em escolas. “Eu não sei nem de que país é esse tal de bullying. Mas isso é do arco da velha. Quando eu era menino, na escola tinha o brigacento (sic), igual hoje, só que ninguém matava ninguém. Aí, quando a professora chamava, que a palmatória comia, e perguntava por que começou a briga, aí o outro dizia: foi ele que buliu comigo primeiro”, brinca. 

Luiz Rocha conversou com a jornalista Roseann Kennedy, no programa Impressões, da TV Brasil. Na mesma emissora, ele apresenta o Brasil Caipira, que vai ao ar também na Rádio Nacional. Anteriormente, em outros canais, esteve a frente do programa Clima de Fazenda. 

Além de apresentador, Rochinha é professor, poeta, produtor, compositor, pesquisador e estudioso da música caipira, com 11 livros publicados. “Na verdade, sou um curioso e um escutador. Eu escuto música todos os dias e dali eu vou vendo que ainda tem espaço, algum tema pra ser abordado”, reage, ao ter o currículo mencionado. Afinal, para ele, ser caipira é ser simples.

“Eu acho que é simplicidade acima de tudo. É gostar de escutar música boa, porque a música caipira tem começo meio e fim, eu nunca vi ninguém dançando música caipira. A gente geralmente apresenta em teatro e as pessoas param, escutam e depois vêm as palmas. Então, música caipira é gostar do que é bom, não ficar rico, mas durar que só. Tem caipira com 100 anos. Tem coisa melhor que isso?”, finaliza.
 

Criado em 26/07/2019 - 14:15

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