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Inclusão escolar em debate

Profissionais destacam o papel do mediador escolar

Programa Especial

No AR em 02/12/2017 - 12:00

No Programa Especial desta semana, vamos receber três convidados para debater a inclusão escolar: Rodrigo Egídio, mediador escolar, Ana Maria Peixoto, do Núcleo de Inclusão do Colégio Pedro II, e Carla Codeço, arquiteta e mãe do Rafael, que tem síndrome de Down.

Confira trecho deste episódio aqui

Rodrigo é formado em Psicologia e é mediador em duas escolas. Apaixonado pela função, ele explica como funciona esse trabalho com pessoas que têm deficiência. "Acho que o papel principal de mediador escolar é fazer com que aquilo que todos ali estão aprendendo, absorvendo, faça sentido para aquele seu mediado, independente da dificuldade que ele tenha. É fazer com que ele se contextualize dentro da realidade, idade e ambiente dentro de sala de aula."

Descrição da foto: Ana Maria está sentada em uma mesa redonda, com quatro alunos, e está com os braços apoiados em um caderno aberto. Os alunos, dois meninos e duas meninas, estão sentados em semicírculo, de frente para ela, e vestem uma camisa branca.
Descrição da foto: Ana Maria está sentada em uma mesa redonda, com quatro alunos, e está com os braços apoiados em um caderno aberto. Os alunos, dois meninos e duas meninas, estão sentados em semicírculo, de frente para ela, e vestem uma camisa branca. - Divulgação

Já Ana Maria coordena um núcleo que atende pessoas com necessidades específicas do ensino médio no Colégio Pedro II, unidade de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Ela comenta o que pode dificultar a inclusão nas escolas: "Pela minha experiência, um dos problemas da inclusão é a formação dos professores. A gente nota que, no início, quando os alunos começaram a entrar no ensino médio, existia um medo muito grande, uma rejeição muito grande. Eu sofri muita rejeição para o nosso núcleo ser aceito como um núcleo que ajudaria não só os alunos, mas também os professores, todos os profissionais ligados à educação."

E a arquiteta Carla fala sobre o contato com a inclusão, que começou com o nascimento do Rafael, hoje com 12 anos, e sobre a importância do mediador para a criança que tem deficiência. "O mediador é uma figura necessária, mas um risco que a gente corre é acabar criando uma escola paralela à escola de fato. Então, acaba sendo uma forma de excluir o aluno porque ele está ali na relação de 1x1 com o mediador e perde a referência do professor de sala como figura de autoridade. "A criança precisa se sentir pertencendo àquele grupo", avalia.

Carla também é uma das fundadoras do Movimento Paratodos, que busca sensibilizar o maior número de pessoas sobre o universo da deficiência.

Descrição da foto: Descrição: No estúdio, lado a lado sentados, Juliana Oliveira, na cadeira de rodas, Rodrigo Egídio, num puff vermelho, Ana Maria Peixoto, num puff azul, e Carla Codeço, numa cadeira.
Descrição da foto: Descrição: No estúdio, lado a lado sentados, Juliana Oliveira, na cadeira de rodas, Rodrigo Egídio, num puff vermelho, Ana Maria Peixoto, num puff azul, e Carla Codeço, numa cadeira. - Divulgação

Criado em 29/11/2017 - 11:30

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