
O programa desta semana desvenda as emissoras de Burkina Faso, na África. É um dos países mais pobres do mundo e que tem uma população de dois terços de analfabetos. As imagens fortes desempenham uma missão de educação e informação. Sem rodeios, a televisão faz reportagens que retratam a situação da sociedade burkinabe, falando de problemas sanitários e até da poligamia.
Por outro lado, a diversão é algo essencial para os telespectadores, que preferem as séries. Como ter um aparelho de televisão é um luxo, a família e os amigos se reúnem para assistir aos programas favoritos. A diversão encontrada nas séries serve de pretexto para passar mensagens, como em Kadi Jolie, que trata das relações amorosas tumultuadas de uma jovem, interpretada pela famosa figura do cinema africano, Idrissa Ouédraogo.
Apesar de ter poucos meios, a televisão de Burkina Faso consegue propor uma diversificação em sua programação como clipes e os jogos Os Cracks. Já no telejornalismo, é necessário fazer malabarismos com a censura. Um exemplo é o canal nacional RTB onde os jornalistas do Actu Hebdo reivindicam mais independência para mostrar os fatos do cotidiano e da política. Na televisão, somente os clipes conseguem espaço para a crítica social. E o cantor Dick Marcus se aproveita bem desse aspecto e leva o protesto político através de sua música. Uma TV de múltiplas faces e uma grande vontade de mudanças podem ser encontradas em Burkina Faso.
Documentário. De Vladimir Donn. 2005-2009. 26 min. Produção Point du Jour - Vladimir Donn & Luc Martin-Gousset. França.
Não recomendado para menores de 12 anos
Horário: Quarta, à 0h
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