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Violência

Programa discute as várias facetas de um problema que assuta a

Comentário Geral

No AR em 06/10/2010 - 03:00

O Comentário Geral desta quarta-feira (6), às 19h30, tenta descobrir os diversos significados de uma das palavras mais temidas dos brasileiros: a violência. Longe de ser apenas um problema das grandes cidades do país, a violência sempre fez parte da vida das sociedades humanas. É o que esclarece a jornalista e mitóloga Silvia Morgensztern, que fala sobre como a violência da sociedade greco-romana era refletida através do mito: " De modo geral, os deuses gregos não têm pudor em serem violentos. São cruéis, vingativos quando contrariados e generosos quando honrados", comenta. Da antiguidade para os dias de hoje, o pesquisador do Tempo Presente, da UFRJ, Daniel Chaves, explica como as guerras contemporâneas levaram à reforma da ONU.

Tornando o conceito mais amplo ainda, o biólogo David Zee tira dúvidas sobre os ataques violentos que a natureza tem demonstrado nos últimos tempos, como tsunamis e terremotos. Para o biólogo, os fenômenos são uma reação do planeta às agressões que o meio ambiente tem sofrido com a intervenção humana. "O efeito estufa faz acumular uma grande quantidade de energia no planeta e essa energia tem que ser dissipada. E ela se dissipa através de ressacas, tempestades mais fortes, ventanias mais agressivas e principalmente temperaturas mais elevadas", observa.

Mas não é só nas grandes tragédias que a violência está presente, ela habita também o cotidiano. Para falar sobre a presença nos meios de comunicação e nos produtos midiáticos - dos jornais aos games - a entrevistada é a psicóloga Halina Grimberg. Será que o interesse da mídia no assunto acaba levando algumas pessoas a cometerem atos como o bullying ou a violência doméstica? Para falar sobre esses dois temas extremamente delicados, participam, respectivamente, o grupo de teatro Ensino em Casa e Carlos Zuma, secretário da ONG Não Bata, Eduque. Para Zuma, os pais estão aos poucos abandonando os castigos físicos. "Temos exemplos de violência contra a criança que foram superados. Na época de nossos avós era comum o uso de palmatória, ajoelhar no milho na escola.", lembra.

No combate contra a violência urbana, a major Priscila de Oliveira, da UPP do Morro Dona Marta, no Rio de Janeiro, fala sobre o seu trabalho na comunidade. Também engajada na luta pela paz, a sociedade civil dá a sua contribuição. O diretor-executivo do Rio de Paz, Antônio Carlos Costa, nomeia algumas das ações realizadas pelo movimento. E ainda o professor de arte da Universidade Federal Fluminense ( UFF), Leonardo Guelman, recorda a mensagem promovida por José Datrino, o Profeta Gentileza, que buscava apagar a violência através da bondade. "Ele via a gentileza como remédio para todos os males", lembra Guelman, que também é coordenador do Movimento Rio com Gentileza.




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Criado em 06/10/2010 - 16:19 e atualizado em 06/10/2010 - 16:19

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