Não era difícil prever a vitória do Vasco, domingo passado. Enquanto um time vinha embalado, com vitórias convincentes, uma torcida empolgada e um técnico de discurso positivo, o outro sofria com tropeços, com torcedores protestando e um treinador que não demonstra euforia com seu próprio trabalho. Deu no que deu e, lamentavelmente, mais uma vez se usa o discurso do árbitro que prejudicou. Pior: é bem provável que, no próximo jogo, novamente venham dizer que, "agora sim, o time vai embalar e jogar tudo o que dele se espera".
Mas é bem provável que não dê mais tempo. Neste momento, o Flamengo está fora da fase semifinal da Taça Rio e, portanto, jogando fora, sem pena, a chance de mais um tricampeonato. E vou mais além: do jeito que está jogando, mesmo que chegue à semifinal, dificilmente chegará à decisão do turno. Muito menos ainda à do campeonato. Ou alguém tem dúvida de que, dos quatro grandes, é o que apresenta o pior futebol?
É impossível querer comparar o futebol com o basquete rubro-negro. Enquanto o time do campo reclamava (com direito, diga-se de passagem) os salários atrasados e a diretoria se preocupava em arrumar o dinheiro para motivar a equipe para o clássico, o time das quadras só ficou sabendo que os salários estavam pagos depois do jogo de sexta-feira, pois a comissão técnica não quis desviar a atenção do grupo para outro assunto que não fosse o jogo pela Liga Nacional. Ou seja: o pessoal do basquete não precisava dessa injeção de ânimo para defender as cores do Flamengo, como já fizera na disputa do Sul-Americano.
Nada tenho contra o zagueiro Ronaldo Angelim, que sem dúvida é um dos melhores e mais regulares jogadores do atual elenco rubro-negro. Mas ele não pode ser apontado como aquele que fará o time jogar melhor. Até porque o substituto dele não comprometeu em nada a equipe. Será que o técnico não arrumava um esquema que desse mais condições ao Juan de jogar? Não havia como criar alternativas? O Ronaldo Angelim, então, é insubstituível?
E o que dizer do ataque rubro-negro? O Obina entrou em campo e atrapalhou a defesa no primeiro gol do Vasco. Com aquele corpanzil, o que ele mais sabe fazer é cair e cavar faltas, que há muito não são marcadas, como no domingo.
O Vasco, com salários atrasados também, venceu o clássico com méritos. É o time com o maior número de pontos no campeonato, pois não custa lembrar que seis foram tirados pelo tribunal. Está muito bem cotado para o título, mas precisa dar um jeito no Carlos Alberto. A cabeça dele é o único ponto fraco.
Já o Flamengo...
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