Com 18 rodadas disputadas alguns times, como o Internacional, com menos jogos -, não se pode dizer que o Campeonato Brasileiro caminha para uma definição. É claro que há favoritos, um time melhor que o outro, alguém que desponte com mais chances, mas depois de vermos Avaí, Goiás e São Paulo darem arrancadas empolgantes e se colocarem entre os primeiros colocados, por que não acreditar que isso pode acontecer com qualquer outro?
A questão está na distância entre o poder e o ter realmente condições de realizar. E aí me refiro aos times do Rio, que quando ameaçam uma reação novamente tropeçam e ficam pelo caminho. Lá está o Fluminense na zona do rebaixamento, o Botafogo novamente namorando esta mesma faixa da tabela e o Flamengo sem conseguir passar da zona intermediária. Será que caminharemos para mais um ano ser um time carioca sequer disputar o título?
Vamos pensar friamente: desses três, em quem você apostaria numa reação como a do Avaí, por exemplo? Será que algum deles conseguirá vencer seis em sete jogos, como o São Paulo? Ainda: o Avaí e o Goiás têm times melhores que algum dos três cariocas?
Que assunto antigo, não é mesmo? Mas então, por que ninguém encontra uma resposta? Ou por que ninguém responde de verdade e muda o atual estágio do futebol carioca? Até quando os dirigentes que mandam em nossos clubes se manterão, continuarão repetindo os erros e até mesmo criando outros novos? E por que isso acontece só no Rio?
E nem vamos comparar com São Paulo, onde o interior dá de mil no interior do Rio. Mas em Minas e no Rio Grande do Sul, clubes como Cruzeiro e Internacional são muito maiores que os do Rio. Há quem defenda a tese de que a praia prejudica. Que coisa, não acham? E no passado, quando os cariocas lideravam as estatísticas nacionais? Não havia praia, ela é recente na cidade?
Vamos falar sério. O site Futebol Finance fez um levantamento entre clubes do mundo inteiro para ver qual deles teria o maior número de associados. O Inter-RS foi o melhor brasileiro, com 100 mil sócios e apareceu na sexta posição. O segundo melhor brasileiro é o Grêmio, também de Porto Alegre, com 53 mil. O Vasco é o quinto, com 28 mil, isso motivado por recente campanha em razão de o time ter caído para a Segunda Divisão nacional alguns dizem que são 18 mil, e não 28 mil.
Quem ficou em primeiro foi o Benfica, de Portugal, com 171 mil associados. O Barcelona, da Espanha, tem 163 mil. Cadê o Flamengo, que, garantem, tem mais de 30 milhões de torcedores! Tem mais torcida que a população espanhola. Sabem qual deve ser o colégio eleitoral na eleição para a presidência, no fim deste ano? No máximo, com boa vontade, três mil associados deverão votar. 3.000, é isso mesmo.
A arrancada dos clubes do Rio tem de começar fora de campo, nos aspectos social, econômico, administrativo e político. Sem esta reforma, as conquistas dentro de campo continuarão sendo esporádicas, eventualmente um título poderá aparecer. Mas será ilusório.
A semana começa com o Flamengo em oitavo lugar, como melhor time do Rio no campeonato. Ao menos na teoria é aquele que pode brigar pelo título, ou por uma vaga na Libertadores. Por feliz coincidência (será feliz mesmo?) realiza este ano eleição para a presidência. Quem sabe não seria o melhro momento par dar início a esta arrancada?
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