O poder de fogo do crime organizado aumentou entre 2018 e 2023. É o que revela um estudo do Instituto Sou da Paz. Aliado a isso, o mercado ilegal de armas está mais moderno.
A pesquisa mostra que entre 2018 e 2023 foram apreendidas cerca de 255 mil armas de fogo em todo o Sudeste, de acordo com dados das polícias estaduais e também da Polícia Federal.
O estudo revela que o armamento das organizações criminosas está mais moderno, mas também mais letal com o aumento na aquisição de armas, como metralhadoras semiautomáticas, que têm uma alta capacidade de munição. Esse tipo de armamento, aliás, foi predominante em dois estados: no Rio de Janeiro e no Espírito Santo.
Um outro dado relevante mostra que aumentou em cerca de 56% a apreensão de fuzis, metralhadoras automáticas e submetralhadoras.
Segundo a diretora-executiva do instituto, Carolina Ricardo, esse salto tecnológico foi impulsionado por mudanças na legislação durante o governo Bolsonaro, que assinou vários decretos aumentando os limites de compra de armas e também de munições para civis e também para Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs).
Essa mudança na legislação, segundo o instituto Sou da Paz, legalizou armamentos modernos que antes eram restritos às forças de segurança, e isso ajudou a abastecer o crime organizado.
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