A guerra na Ucrânia completa hoje 4 anos, com mais de 500 mil mortos e sem previsão de término dos combates. A invasão em larga escala da Rússia começou com dezenas de ataques com mísseis em cidades de toda a Ucrânia antes do amanhecer, em 24 de fevereiro de 2022.
As tropas russas em terra avançaram rapidamente e, em poucas semanas, estavam no controle de grandes áreas da Ucrânia, como os subúrbios de Kiev, a capital do país, e a cidade portuária de Mariupol; mas encontraram uma forte resistência ucraniana e enfrentaram sérios problemas logísticos, com tropas russas sofrendo escassez de comida, água e munição. As forças ucranianas também foram rápidas em implantar armas fornecidas pelo Ocidente, que se mostraram altamente eficazes contra o avanço russo.
No ano passado, o presidente americano Donald Trump chegou à Casa Branca prometendo acabar com a guerra na Ucrânia negociando diretamente com o presidente russo Vladimir Putin. A perspectiva alarmou tanto Kiev quanto a Europa, que se viram deixadas de lado nas negociações. Os dois presidentes chegaram a se reunir no Alasca em agosto do ano passado, mas o encontro não levou a nenhum passo concreto para o fim da guerra. Na semana passada, uma nova rodada de negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, também terminou sem avanços.
O maior impasse entre os dois países continua sendo a questão territorial: enquanto Moscou exige a cessão do Donbass, Kiev se recusa a entregar o restante da região no leste ucraniano que ainda está sob o seu domínio. Atualmente, a Rússia controla quase 20% do território ucraniano, incluindo a Crimeia, que anexou em 2014. O governo ucraniano também exige garantias de segurança firmes dos Estados Unidos e da OTAN para o fim da guerra.
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