O conflito iniciado com os ataques contra o Irã já se espalhou por várias regiões do Oriente Médio. Do lado iraniano, em represália a Israel e aos Estados Unidos, as Forças Armadas Revolucionárias do Irã atacaram bases militares americanas no Oriente Médio.
A agência humanitária Crescente Vermelho afirma que 555 pessoas foram mortas no Irã desde o início dos ataques no fim de semana. Em um dos episódios, um míssil atingiu uma escola infantil para meninas, matando 150 pessoas.
No lado israelense, os ataques perpetrados pelo Irã deixaram pelo menos dez mortos. Os Estados Unidos confirmaram a morte de três militares em um ataque a uma base no Kuwait.
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, pediu o fim imediato das hostilidades e afirmou que a região e o mundo precisam de uma saída imediata.
Em uma nova frente da guerra, Israel atacou o Líbano após o grupo Hezbollah lançar um ataque com drones e foguetes contra o país em retaliação à morte do aiatolá Ali Khamenei. O ataque israelense teve como alvos pontos do sul do Líbano e o bairro de Dahieh, em Beirute, considerado reduto do grupo. Cerca de 100 mil reservistas, além de dezenas de batalhões, brigadas e divisões, estão posicionados na defesa da fronteira norte, segundo o exército israelense, que não descarta uma operação terrestre no Líbano.
O conflito se amplia com ataques em diferentes países do Oriente Médio. Explosões foram registradas em Doha, no Catar, em Dubai e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e no Kuwait. Na Arábia Saudita, uma refinaria de petróleo foi atacada por drones. A Guarda Revolucionária do Irã reivindicou ataques a três petroleiros americanos e britânicos no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz, além de bases militares no Bahrein.
A guerra também atingiu países da União Europeia, com um ataque de drone contra uma base militar do Reino Unido no Chipre. O agravamento da situação levou o Conselho de Cooperação do Golfo a se reunir em caráter de emergência. O bloco, formado por Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Bahrein e Omã, condenou o que classificou como ataques do Irã e ressaltou o direito dos Estados-membros de adotar medidas para proteger sua segurança e estabilidade.
Em discurso, Donald Trump prometeu vingar a morte dos militares americanos e afirmou que a guerra continuará até que os objetivos militares dos Estados Unidos sejam alcançados. Ele também declarou que o conflito pode se estender por quatro semanas e mencionou a possibilidade de negociação com a nova liderança iraniana. No entanto, o chefe de segurança do Irã, Ali Larijani, afirmou que o país não negociará com os Estados Unidos.
O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, disse que os ataques não têm como objetivo uma mudança de regime no Irã e que a guerra não será “sem fim”. Segundo ele, a expectativa é de um confronto curto, diferentemente da Guerra do Iraque, que durou oito anos. Há expectativa de um pronunciamento do presidente dos Estados Unidos.
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