O Brasil exporta muitos produtos. Já pensou no mercado para exportação do acarajé? A Universidade Federal do Vale do São Francisco desenvolveu um projeto e provou que é possível conservar o bolinho sem comprometer sabor e qualidade.
A inovação permite que os bolinhos e os recheios sejam enviados em temperatura ambiente para qualquer região do país — e até para o exterior.
Há 25 anos, dona Leonade atua na produção de acarajé, um símbolo da culinária baiana. O ponto dela fica em Juazeiro, no sertão da Bahia. A empreendedora recebe cerca de mil clientes por mês. A receita leva feijão-fradinho, cebola, sal, vatapá, camarão e outros recheios — tudo frito no azeite de dendê.
O sonho dela é levar o acarajé para outras regiões do Brasil e até para o exterior.
Esse desejo virou realidade com o apoio de pesquisadores da Univasf, que desenvolveram a técnica da liofilização para o acarajé. Esse método permite conservar o alimento por mais tempo por meio da desidratação, mantendo o sabor e a qualidade do produto.
O preparo começa com o congelamento do acarajé e dos recheios a cerca de 45 graus negativos. Em seguida, tudo passa pela liofilização, que retira a água sem alterar o gosto, o cheiro nem a textura. O produto pode ser armazenado em temperatura ambiente. Para consumir, basta acrescentar água quente ou morna — e o acarajé volta ao sabor original.
O trabalho foi reconhecido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial, que concedeu patente à Univasf. A instituição já soma sete registros. O documento garante a exclusividade do uso econômico da criação por 20 anos e reforça o papel da ciência no desenvolvimento do semiárido.
Os pesquisadores esperam que a inovação contribua para valorizar a culinária regional e gere novas oportunidades de negócios no Vale do São Francisco.
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