Um estudo acende um importante alerta para a relação entre o uso das redes sociais e a piora da saúde mental de crianças e adolescentes. Evitar telas e retomar brincadeiras “offline” são caminhos apontados para reduzir o problema.
Denise tem quatro filhos, com idades entre 29 e 7 anos. Além de criar mecanismos para monitorar o que todos veem nas redes sociais, a servidora pública conta o que a experiência com os mais velhos ensinou: celular próprio para o mais novo? Nem pensar!
Uma pesquisa divulgada recentemente pela fundação holandesa Kids Rights acende um alerta para pais e educadores em todo o mundo. Um em cada sete jovens (14%), entre 10 e 19 anos, tem enfrentado algum problema ligado à saúde mental relacionado às redes sociais. O relatório também observou uma correlação entre o consumo excessivo de conteúdo na internet e taxas de tentativas de suicídio, com seis em cada 100 mil adolescentes na faixa etária de 15 a 19 anos tirando a própria vida.
Meninas são maiores vítimas
Para a psiquiatra Gabriela Crenzel, as meninas têm sido as mais afetadas, não só pelo tempo excessivo de navegação como também pelos conteúdos das redes. E reforça que é preciso proporcionar alternativas para que crianças e jovens tirem o celular das mãos e conheçam atividades mais criativas.
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