O ministro André Mendonça assumiu a relatoria do inquérito que investiga o Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). A escolha do ministro foi feita por sorteio eletrônico, após Dias Toffoli pedir para deixar a relatoria. Esse pedido veio depois de muita pressão pelo seu afastamento desse caso, inclusive com solicitações de parlamentares pela suspeição do ministro, ou seja, para que ele seja impedido de comandar o caso.
O primeiro ato de André Mendonça como novo relator foi se reunir com delegados da Polícia Federal. O encontro, que durou cerca de duas horas, serviu para que Mendonça pudesse compreender melhor como estão as investigações.
Entenda a troca de ministros
Depois de uma reunião de quase quatro horas, a portas fechadas, os ministros do STF não falaram com a imprensa, mas divulgaram uma nota informando que o então relator do caso do Banco Master na Suprema Corte, ministro Dias Toffoli, pediu para deixar a relatoria. O encontro, convocado pelo presidente da Corte, Edson Fachin, foi para apresentar aos ministros o relatório da Polícia Federal com as conversas encontradas no celular do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Mensagens que traziam menções a Dias Toffoli.
Os ministros também ouviram a defesa de Toffoli, que pediu para continuar na relatoria do caso. Mas, diante da pressão pública para deixar de ser o relator, o ministro aceitou abrir mão do comando do processo.
Depois de tomarem conhecimento do que seriam indícios da ligação entre Toffoli e Vorcaro, de acordo com a Polícia Federal, os membros da Corte reconheceram, por meio da nota oficial, a validade dos atos praticados pelo ministro na relatoria do caso Master e de todos os processos a ela vinculados. Eles também expressaram apoio pessoal ao ministro, “respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento”.
Por fim, a presidência do Supremo, depois de ouvir todos os ministros, acolheu o pedido de Toffoli para que o presidente promova a livre redistribuição da relatoria para outro membro da Corte.
Desde o mês passado, Dias Toffoli é criticado por permanecer na condição de relator do caso após matérias jornalísticas informarem que um fundo de investimento irregular ligado ao Banco Master comprou uma participação no resort Tayayá, localizado no Paraná, que era de propriedade de Toffoli e seus familiares. O ministro confirmou que era sócio do resort, mas que não participava da administração e gestão do negócio, muito menos teria recebido qualquer valor de Daniel Vorcaro.
Clique aqui para saber como sintonizar a programação da TV Brasil.