A disparada no preço do barril de petróleo reflete o temor de interrupções no fornecimento global do produto. O Irã é peça-chave nesse cenário. O país tem uma das maiores reservas de petróleo do mundo e mantém o controle do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo comercializado globalmente. Qualquer bloqueio ou ameaça à navegação na região afeta imediatamente os preços da commodity.
Essa instabilidade global também tem reflexos no Brasil. O país ampliou a produção de petróleo nos últimos anos, mas a cadeia de combustíveis é integrada ao mercado internacional e acompanha as oscilações de preços.
Dados da Agência Nacional do Petróleo mostram que a produção brasileira de petróleo e gás bateu recorde em 2025: foram quase 4,9 milhões de barris de óleo equivalente por dia, crescimento de mais de 13% em relação ao ano anterior. A Petrobras afirma ter capacidade para absorver parte das oscilações externas, mas, se o conflito se prolongar, o impacto pode chegar ao consumidor.
Com o petróleo mais caro, os combustíveis tendem a subir. E isso pode pressionar também custos de transporte, energia e produção industrial, com reflexos em outros preços da economia.
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