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Sob o céu de Zabé – Zabé da Loca

Visceral mostra o trabalho da pifanista que influencia gerações e vive

Visceral Brasil - As Veias Abertas da Música

No AR em 25/01/2017 - 00:00

Desde os sete anos de idade, Zabé é tocadora de pífano, uma flauta rudimentar e tradicional do Nordeste brasileiro. A artista passou a infância e juventude trabalhando no campo e fazendo música na cidade de Buíque, agreste de Pernambuco.

Ao se casar, mudou-se para o interior da Paraíba, teve três filhos e, em 1966, ficou viúva e viu sua casa literalmente ruir. A única alternativa foi morar com a família em uma gruta (uma “loca”, na linguagem da região), cuja entrada tapou com paredes de taipa e onde passou o seguinte quarto de século. Surgiam dali o apelido e as condições que talhariam sua música.

Do pife, Zabé da Loca extrai o som do seu universo paralelo. Descoberta pela mídia em 1995, a artista saiu da caverna. Assentada da Reforma Agrária, sua música – sem tempo, sem espaço – faz sentido tanto para os tradicionalistas quanto para os jovens. A pifanista serviu de inspiração em discos de artistas como o percussionista argentino Ramiro Mussoto e o grupo paraibano Cabruêra.

 

 




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