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Tráfico de pessoas em pauta

Brasil é alvo de ação global da ONU contra esse tipo de crime

Diálogo Brasil

No AR em 31/07/2017 - 22:00

O Brasil foi incluído pelas Nações Unidas em um grupo de 13 países-alvo de uma ação global destinada a prevenir e combater o tráfico de pessoas. Para a ONU, que determinou 30 de julho como o Dia Mundial de combate a esse tipo de crime, essa é a terceira maior atividade criminosa do planeta. Para debater o tema, o Diálogo Brasil recebe a coordenadora nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, Renata Braz, do Ministério da Justiça, e o coordenador de Combate ao Trabalho Forçado da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Antonio Carlos de Mello. 

Apenas em outubro do ano passado, o Brasil passou a contar com uma legislação específica de repressão e prevenção ao tráfico de pessoas. Mas Antonio Carlos de Mello destaca que o país tem posição singular no mundo, ao reconhecer a existência, em território nacional, de trabalho escravo – uma das principais motivações para o tráfico de pessoas. Segundo ele, a regra é os países não admitirem o problema para evitar prejuízos à pauta de exportação numa economia globalizada. Renata Braz avalia que o protagonismo brasileiro nessa área é uma das razões da inclusão do país na Ação Global da ONU.    

Diálogo Brasil debate o tráfico de pessoas
Diálogo Brasil debate o tráfico de pessoas - Divulgação

Segundo a coordenadora, os principais alvos do tráfico são mulheres e meninas aliciadas para exploração sexual. Renata explica que o consentimento das vítimas não descaracteriza o crime. Ela cita o exemplo de prostitutas que concordam em ser levadas ao exterior com o sonho de aumentar os ganhos e acabam virando escravas sexuais. Mas há várias outras modalidades praticadas pelos traficantes, como a remoção de órgãos - às vezes vitais, o que leva à morte da vítima - e falsas promessas de sucesso no futebol, que terminam distante dos gramados, com jovens submetidos a abusos.   

Também participam do Diálogo Brasil, por meio de gravações em vídeo, o representante no Brasil do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC), Rafael Franzini; o vice-presidente do Fórum Nacional do Poder Judiciário para Monitoramento e Efetividade das Demandas Relacionadas à Exploração do Trabalho em Condições Análogas à de Escravo e ao Tráfico de Pessoas, Gustavo Alkmin, que também é membro do Conselho Nacional de Justiça; o deputado federal Arnaldo Jordy (PPS-PA), que presidiu a CPI do Tráfico de Pessoas (2013); e o defensor público federal Leonardo Magalhães.  

O Diálogo Brasil vai ao ar toda segunda-feira, às 22h, pela TV Brasil. 

Clique aqui para saber como sintonizar a programação da TV Brasil.

Criado em 27/07/2017 - 16:05

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