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“A arte marcial te melhora como ser humano”, afirma Minotauro

Um lutador sereno, equilibrado. Agressividade? Só no ringue

Impressões

No AR em 09/03/2020 - 21:00

Na vida real, Antônio Rodrigo Nogueira, o Minotauro, busca a tranquilidade nas artes marciais e sonha em levar os benefícios das lutas para as escolas públicas do país. Em entrevista ao Impressões, o atleta conta como o esporte o ajudou a se tornar uma pessoa mais focada e centrada. 

Minotauro revela que o desejo de lutar veio aos quatro anos, assistindo um torneio de judô do irmão mais velho. O irmão perdeu, mas ele afirmou, categórico: “pai, me coloca pra lutar que eu vou ser campeão”. E assim foi.

Minotauro quer fazer do MMA instrumento de inclusão social
Minotauro quer fazer do MMA instrumento de inclusão social, por TV Brasil

Colecionador de cinturões do UFC e Pride, Minotauro é, hoje, embaixador do UFC no Brasil e ajuda a encontrar novos talentos pelo país. Além disso, é dono de uma rede de academias e desenvolve projetos sociais para transformar crianças em atletas.

“A arte marcial não é para o ataque e sim para você aprender a lidar com as outras pessoas. Ela te melhora como ser humano”, afirma o ex-atleta, hoje com 108 quilos.

Minotauro vê na arte marcial um potencial para a educação das próximas gerações. “A gente está com um programa que é um manual de artes marciais pra escolas públicas. A gente vai tentar implantar isso no Brasil”, diz otimista, na conversa com a jornalista Katiuscia Neri. “Tudo o que eu aprendi eu quero passar para as crianças brasileiras”, completa.

Minotauro acredita que o esporte de combate está no DNA do homem, existindo há mais de cinco mil anos. A diferença é que agora está mais organizado, regido por uma confederação, com regras. Para ele, a agressividade, por si, já não é mais aceita pela sociedade. “No mundo de hoje já não cabe bulling, né? O garoto que é mais agressivo já não cabe na sociedade”, finaliza.

O embaixador do UFC no Brasil se orgulha do lugar que o esporte alcançou no país. “O Brasil estava numa entressafra entre a geração Anderson Silva, Vitor Belfort e a nossa geração. Mas a geração de novatos hoje em dia é uma realidade”.

Dos 500 atletas da organização mundial, 105 são brasileiros e muitos figuram nas quinze melhores posições do ranking mundial. “Hoje o MMA é o segundo esporte mais assistido do Brasil. Só perde para o futebol, que é nossa religião”, fala, aos risos. “Nos dias de luta, de disputa de cinturão, com atletas mais populares, eu vejo os bares lotados aos sábados, pra assistir”, complementa, feliz.

Lenda das artes marciais, Minotauro quer iniciar jovens nas lutas
Lenda das artes marciais, Minotauro quer iniciar jovens nas lutas, por TV Brasil

 

Criado em 06/03/2020 - 18:20

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