
Dois artistas e uma paixão: a Mangueira. Com trajetórias de vida diferentes que se cruzaram no samba, Cartola e Beth Carvalho dividem outras curiosidades que serão reveladas no programa Musicograma deste sábado (12).
Agenor de Oliveira, o Cartola, nasceu em 1908 no Catete e viveu alguns anos em Laranjeiras, bairros da classe média carioca. Problemas financeiros obrigaram a família Oliveira a se mudar para o morro da Mangueira que estava em plena expansão na época. Já Beth Carvalho fez o caminho contrário. A cantora nasceu na Gamboa, região portuária do Rio de Janeiro, e foi criada na zona sul da cidade. Os dois artistas revolucionaram o samba. Cartola com suas composições e Beth com sua voz, introduzindo o banjo com afinação de cavaquinho e o repique de mão nos arranjos dos sambas.
"Mangueira Escola e Mangueira Morro, pra mim é a mesma coisa", assim Cartola exaltava seu amor pela comunidade. Ele é um dos fundadores da Estação Primeira de Mangueira. Em 1928, o sambista reuniu um grupo de amigos para formar o bloco Arengueiros e compôs seu primeiro samba-enredo Chega de Demanda, que está no repertório desta edição. Além de clássicos como As Rosas Não Falam; O Sol Nascerá (A Sorrir), parceria com Elton Medeiros; O Mundo é Um Moinho; Amor Proibido; Tive Sim; Acontece; e Sim, parceria com Oswaldo Martins.
Em 1972, Beth Carvalho, foi à Mangueira buscar a poesia de Nelson Cavaquinho e, logo após, a de Cartola. Três anos depois gravou As Rosas não Falam, composição de Cartola, no seu álbum Mundo Melhor. Beth era a intérprete preferida de Cartola. E ela retribuiu a admiração gravando algumas das composições dele que se tornaram sucesso na voz da cantora. No programa, a sambista canta As Rosas Não Falam, de Cartola; e Não Quero Mais Amar Ninguém, uma parceria de Cartola, Carlos Cachaça e Zé da Zilda. Além de Andança (Edmundo Souto, Paulinho Tapajós e Danilo Caymmi), Virada (Noca da Portela e Gilper), Folhas Secas (Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito), e Sempre Mangueira (Nelson Cavaquinho e Geraldo Queiroz).
Direção Luiz Carlos Pires
Horário: sábado, 21h30
Reapresentação: segunda, 00h30
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