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MPB de Exportação: João Donato e Joyce Moreno

Programa relembra caminhos e exílios artísticos de duas lendas da

Musicograma

No AR em 06/09/2013 - 22:30

Até se encontrarem em 2000, quando gravaram o disco Tudo bonito, a música feita pelo acreano João Donato e pela carioca Joyce Moreno nunca teve um ponto de contato. Donato entrou na música intuitivamente, experimentando flautas de bambu e tirando sons de panelas até chegar ao acordeão e, finalmente, ao piano.

Quando a turma da Bossa Nova começou a se reunir para ouvir e compor, ele esteve bem próximo de todos. Tocou com Roberto Menescal e compôs com João Gilberto, mas como o forte da Bossa Nova eram as melodias letradas, ele se fixou no instrumental.

Nunca reivindicou nem aceita o título de precursor da Bossa Nova, embora afirmem que a famosa batida do violão de João Gilberto foi inspirada na maneira muito original de Donato teclar o piano. Seja como for, o sucesso da Bossa Nova no mundo o levou para o México e para os Estados Unidos.

O sucesso de João Donato no exterior deve-se aos contatos que teve com músicos latinos, no momento em que o Latin Jazz integrava os mercados americanos. Lançado em 1970, seu disco A Bad Donato caiu sob medida no estilo Fusion e ajudou a projetar seu nome na Europa e, principalmente, no Japão.

Joyce Moreno seguiu caminho parecido. Quando estreou em 1968 foi saudada com texto de Vinícius de Moraes, num disco de sambas, com perfil bem carioca. Já no segundo álbum, Encontro marcado, lançado no ano seguinte, a MPB já vinha fazendo mix com o rock, toques psicodélicos e tropicalistas.

A partir daí, ela seguiu um caminho experimental, gravou fora do Brasil, e começou a construir uma carreira internacional em países da América Latina, Estados Unidos e Europa.

Em 1980, retoma o caminho popular sinalizado no disco de estreia, quando participou do Festival de Música Popular Brasileira da TV Globo, classificando Clareana. A canção de ninar escrita em Roma, em 1976, para suas filhas Clara a Ana, a aproximou do público brasileiro que sequer imaginava a grandeza de sua obra no exterior.

Para a revista norte-americana Downbeat, "Joyce é um tesouro brasileiro”. E o mesmo encantamento ela desperta no Japão e nos países europeus onde, a exemplo do colega Donato, oferece pura MPB com todas as possibilidades de dialogar com quaisquer sons do planeta.




Direção: Luis Carlos Pires

Criado em 16/04/2012 - 19:47 e atualizado em 15/05/2013 - 17:45

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