Um estudo da Fiocruz da Bahia aponta que mulheres que não realizaram consultas de pré-natal nos primeiros 90 dias da gravidez tiveram mais chances de ter bebê com anomalias, comparadas com aquelas que fizeram acompanhamento médico desde o começo da gestação. Dos 26 milhões de bebês nascidos vivos entre 2012 e 2020, 144 mil tinham alguma anomalia congênita, ou seja, uma alteração que contribui para o aumento do risco de desenvolver doenças.
Entre as mulheres que não realizaram consultas de pré-natal no início da gravidez, a incidência de bebês com anomalias foi quase 50% maior. A pesquisa também encontrou maior risco de problemas entre bebês de mães pretas e de mães com baixa escolaridade, devido à falta de acesso a uma alimentação adequada e a serviços de saúde, por conta da baixa renda.
Além disso, fatores biológicos também aumentam o risco. Em mulheres com mais de 40 anos, as chances de ter bebês com alguma anomalia congênita foram 250% maiores do que entre aquelas na faixa dos 20 aos 34 anos. Abaixo dos 20 anos, o risco também é maior, de cerca de 13%.
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