Digite sua busca e aperte enter

Compartilhar:

Que tal desacelerar? Esse é o convite da campanha Janeiro Branco 

Repórter Brasil Tarde

No AR em 22/01/2026 - 12:45

O Brasil vive uma crise de saúde mental. Criada há doze anos, a campanha Janeiro Branco é um movimento que chama a sociedade para colocar esse assunto no centro das prioridades. Neste ano, o tema é paz, equilíbrio e saúde mental. 

Para a Nathália Linck, o sonho da maternidade trouxe outro desafio: era preciso dar mais atenção à saúde mental. Ela passou a sofrer com episódios de crise de pânico e teve muitos percalços durante o puerpério. Sair daquele quadro foi possível quando ela se expressou e pôde contar com uma rede de apoio, além de ajuda profissional.

“A gente precisa se comunicar porque as pessoas não sabem o que está aqui, nem o que está aqui. A gente precisa falar”, conta Nathalia Linck, personal trainer

A campanha Janeiro Branco é uma oportunidade para se incentivar reflexões, conversas e buscar ajuda profissional. Não se deve deixar para lá ansiedade, depressão ou mesmo o estresse. A simples atitude de buscar ajuda pode evitar o adoecimento e promover bem-estar para o resto do ano.

“Os sinais vão aparecendo e as pessoas vão negligenciando. Esses sinais aparecem quando você perde a vontade de fazer as coisas que você gosta. E o teu corpo vai dando sinais, porque o corpo fala, o corpo não fala, o corpo grita. E, muitas vezes, essa dor é física”, explica Adriana Magna, psicóloga e uma das mobilizadoras oficiais da campanha Janeiro Branco, no Rio de Janeiro

A depressão, por exemplo, é uma condição que pode se agravar com múltiplas causas: insegurança financeira, sobrecarga de tarefas e isolamento social. De acordo com a Associação Internacional de Controle do Estresse, o Brasil ocupa o segundo lugar no mundo em casos de burnout, atrás apenas do Japão. Em 2025, mais de 440 mil pessoas se afastaram do trabalho motivadas por causa de transtornos mentais. Esse número dobrou nos últimos dez anos.

A saúde mental também tem sido atenção crescente em políticas públicas e iniciativas de diversas universidades que promovem acompanhamento gratuito. Quando há dificuldades de agenda e deslocamento, é possível optar por uma terapia on-line.

“A terapia não depende só do olho no olho, depende da conexão que eu crio com você. E essa conexão eu posso criar, seja pelo on-line, seja no presencial”, destaca a psicóloga Marcele Almeida.

Quem enfrenta diariamente os gatilhos que minam a saúde mental se emociona em dizer que existe, sim, saída para uma vida melhor.

“Eu pude contar com pessoas, e existem pessoas boas, não só pessoas de bem-estar, porque as pessoas acham que só existem pessoas ruins. Existem pessoas boas e pessoas ruins, mas ainda existe esperança”, celebra Nathalia. 

Clique aqui para saber como sintonizar a programação da TV Brasil.

Criado em 22/01/2026 - 15:25

Últimas

O que vem por aí