Após protestos e uma greve geral convocada por sindicatos, a Câmara dos Deputados da Argentina aprovou, durante a madrugada desta sexta-feira (20), a reforma trabalhista defendida pelo governo de Javier Milei. O projeto já havia sido aprovado no Senado, com modificações, na semana passada, o que levou as centrais sindicais a convocar a paralisação nacional. Com a aprovação na Câmara, o texto retorna ao Senado.
Esta foi a quarta greve geral em dois anos de governo Milei. Trabalhadores dos transportes, servidores públicos, bancários e comerciantes aderiram à paralisação. A Aerolíneas Argentinas informou o cancelamento de mais de 250 voos. Nos arredores do Congresso, manifestantes entraram em confronto com policiais durante a votação. Dez pessoas foram presas.
Entre as medidas da reforma estão a flexibilização das regras de contratação; a possibilidade de fracionamento das férias em períodos de sete dias; e a ampliação da jornada de trabalho para até 12 horas diárias. A reforma também facilita demissões e impõe restrições a greves em setores considerados essenciais. O governo afirma que a medida pode estimular a criação de empregos formais, enquanto sindicatos argumentam que a lei enfraquece direitos trabalhistas.
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