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"Brasil não é mais o Deus soberano do futebol", afirma Silvio Luiz 

Narrador diz ter 80% de esperança de que o país ganhe a Copa

Conversa com Roseann Kennedy

No AR em 18/06/2018 - 21:45

*Excepcionalmente durante a Copa do Mundo na Rússia, o Conversa com Roseann Kennedy será exibido às segundas-feiras, às 21h45.

Com 64 anos de coberturas de futebol e nove Copas do Mundo no currículo, o narrador esportivo Silvio Luiz é taxativo ao afirmar que o Brasil não tem mais a hegemonia do mundo da bola. “Nós, no futebol, não somos mais aquilo que nós éramos, os deuses soberanos. O futebol de hoje está muito nivelado”, avalia.

Em entrevista ao programa Conversa com Roseann Kennedy, Silvio ressalta, porém, que é otimista em relação ao desempenho da seleção canarinha: “Digamos, assim, 80%. Tudo depende do andar da carruagem. Gente, a gente tem, mas os outros também têm. A França tem, a Alemanha, principalmente, tem, a Espanha tem, a Inglaterra, apesar desses problemas políticos, tem”, pontua. 

Roseann Kennedy entrevista o narrador esportivo Silvio Luiz
Roseann Kennedy entrevista o narrador esportivo Silvio Luiz - Divulgação/TV Brasil

Para Silvio, é importante entrar na torcida. “Torcer, porque o futebol indo bem, a minha profissão vai bem, o país vai bem. E o Tite (técnico da Seleção) já disse que não vai para Brasília, não. Ele disse: ‘Ganhando ou perdendo, eu não vou lá não’. Ele é apolítico. Ainda bem, né?”, conclui. 

Com experiência que vai além da cobertura jornalística, pois também já atuou como bandeirinha e árbitro de futebol, Silvio apresenta uma lista de elogios ao comando da seleção. “Há muito tempo, a gente não tinha um técnico como o Tite. Consciente, estudioso, trabalhador, compreensivo, educado”, analisa Silvio, apostando que o técnico reuniu um grupo a sua maneira e não por pressões externas. 

Mas, se a pergunta é a relação atual com as celebridades do futebol, a opinião é bem diferente. “É muita frescura hoje. Jogador, hoje, só te procura quando tem interesse dele ou do empresário. Afora isso, se você quiser uma entrevista com um jogador hoje, você tem que ligar pro assessor de imprensa, que por sua vez vai ligar pro empresário, que por sua vez vai consultar a secretária, para ver se a agenda dele está disponível”, reclama.

Silvio lembra que no passado era bem diferente e conta que já entrevistou e viajou de avião junto com Pelé, por exemplo. “Agora eu estou preocupado com esses caras? Eu não quero nem saber. Quando o contrato dele está pra terminar, ou quando ele faz uma besteira, querendo desmentir uma imagem, aí ele procura você. É assim que funciona”, enfatiza. 

Silvio Luiz diz ter 80% de esperança de que o Brasil ganhe a Copa
Silvio Luiz diz ter 80% de esperança de que o Brasil ganhe a Copa - Divulgação/TV Brasil

O jeito de falar sem meias palavras é uma das principais marcas de Silvio Luiz. Seus bordões são famosos. Três deles estampam camisetas e canecas: "Olho no lance!", "Pelas barbas do profeta!" e "No pauuuu!". Em sua forma irreverente de narrar futebol, Silvio se recusa a gritar gol. “Se a bola entra e a torcida grita gol, por que eu tenho que gritar gol? A minha função é dizer de quem foi. Não há necessidade de você gritar gol como um desesperado”. Mas, ele confessa que, se não consegue identificar o jogador, bate um desespero. “Às vezes o cara é fechado num bolo, corre todo mundo para cima dele e ele fica embaixo, aí só quando o cara sai é que digo que foi ele. Aquele ‘foi, foi, foi, foi, foi’ é realmente uma bengala”, revela. 

Atualmente, ele está no ar no programa Bola Dividida, da RedeTV!, e na Rádio Transamérica. Sempre antenado com as novas tecnologias e super atuante nas redes sociais, Silvio expande, cada vez mais, seu campo de trabalho e sua legião de fãs. Sua voz guia o GPS do Waze, pode ser ouvida na dublagem do filme Carros 3, da Disney, e na narração oficial dos jogos de videogame Pro Evolution Soccer até 2016. Silvio ainda está em propagandas que vão de refrigerante a material de construção e não deixa dúvidas de que está aberto para os próximos desafios.  

 

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