A Folia do Divino Espírito Santo começou logo após o Domingo de Páscoa, com música, folclore e religiosidade. Os participantes realizam uma cavalgada que transforma a comunidade em um verdadeiro centro de fé e cultura.
A celebração acontece em torno da igreja que deu origem ao arraial, conhecido como Arraial de Nossa Senhora do Carmo, hoje Igreja do Carmo. Esse arraial é marcado pela presença de descendentes de escravos que trabalharam nas minas de ouro.
O personagem central deste evento é o Imperador, que coordena as festividades e recebe homenagens dos fiéis antes de partir para o Giro os foliões buscam as bençãos na igreja. O espaço se enche de cantorias que relembram as andanças de Jesus e de seus discípulos, reforçando os laços espirituais e culturais que permeiam esta celebração. A devoção tem suas raízes em Portugal, onde chegou no século XIV com os missionários jesuítas e colonos portugueses.
Com o tempo, a celebração evoluiu, misturando influências da cultura portuguesa, indígena e africana, criando uma festa única. Após as formalidades, chega o momento das reuniões que seguem em direções opostas rumo ao Sertão. Serão 35 dias de cavalgada, levando a bandeira da fé e da esperança, ao mesmo tempo em que se recolhem donativos para a grande festa. O próximo passo será a realização da Festa do Divino Espírito Santo, em julho, com os donativos arrecadados durante as folias no Sertão.
A repórtagem é da TV Unitíns, emissora da Rede Nacional de Comunicação Pública.
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