Economistas avaliam agora como a suspensão das tarifas para parte dos produtos brasileiros podem afetar o setor produtivo e também o mercado interno.
Os setores beneficiados receberam com alívio a notícia da retirada do tarifaço. Em nota, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) celebrou a decisão, destacando a efetividade do diálogo e das negociações conduzidas pelo governo brasileiro.
A Abrafrutas, que representa produtores e exportadores, também comemorou a derrubada da sobretaxa. Ficaram livres da tarifa frutas frescas, congeladas e processadas, incluindo laranja, manga, açaí, cacau e derivados. Para a Abrafrutas, as exportações para os Estados Unidos vão voltar a crescer, mantendo a competitividade das frutas brasileiras.
Também estão livres do tarifaço sucos e polpas de frutas, especiarias, fertilizantes e cafés – verde, torrado e os derivados. O Cecafé, conselho que reúne 97% das exportações de café do Brasil, considera a vitória histórica e assinala os esforços realizados pelos dois governos. Para a Associação Brasileira de Cafés Especiais, a tendência é que as vendas para os Estados Unidos, o principal comprador, sejam retomadas.
Durante os três primeiros meses de tarifaço, os embarques caíram pela metade, de mais de 400 mil para 190 mil sacas. O café solúvel brasileiro ficou de fora da medida, assim como outros produtos.
A retirada do tarifaço tem efeitos retroativos. Vale para produtos que desembarcaram nos Estados Unidos desde o dia 13 de novembro. A data coincide com o encontro entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, em Washington. Nesse encontro, o Brasil apresentou as propostas para a redução do tarifaço.
“Nesse cenário, a gente pode, sim, ter pressões em preços, mas parece ser mais evidente, ou mais factível, pensar que esses preços não sobem tanto, porque o impacto pondo a tarifa não foi tão alto, a gente não teve grandes modificações. Então, agora, a gente também não deve ter grandes impactos”, explica a professora de economia do Insper Juliana Inhasz
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