Em São Paulo, foi realizada hoje a aula inaugural de 2026 do Programa Brasil–Angola de Formação em Recursos Humanos de Saúde. A iniciativa é voltada para o fortalecimento do sistema público de saúde de Angola, com a qualificação de profissionais da área. Este é o terceiro ano da cooperação entre os dois países.
Luís é enfermeiro angolano e está no Brasil há sete meses para fazer uma pós-graduação na Universidade de São Paulo. Ele afirma que a expectativa de estudar no país sempre foi grande, principalmente pela referência da produção científica brasileira na área da saúde.
Segundo ele, muitos dos manuais e artigos utilizados na formação em Angola são de origem brasileira, o que reforça a importância da experiência acadêmica no Brasil.
O Programa Brasil–Angola, criado em 2024, tem como objetivo qualificar profissionais da saúde do país africano em instituições públicas brasileiras. Para os participantes, a formação tem contribuído tanto para o aperfeiçoamento técnico quanto para o desenvolvimento em áreas como docência e pesquisa.
A aula inaugural foi realizada na Faculdade de Medicina da USP, com a presença de representantes dos governos dos dois países. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a cooperação também tem ampliado a integração entre as nações.
Segundo ele, a parceria tem impulsionado o chamado turismo médico, com pacientes angolanos que procuram atendimento no Brasil, especialmente em São Paulo, cidade que recebe muitos pacientes em hospitais privados e centros de excelência.
A ministra da Saúde de Angola, Sílvia Lutucuta, afirmou que o país tem um programa ambicioso de formação profissional que prevê, até 2028, especializar 38 mil profissionais de saúde. A maior parte será formada em Angola, mas uma parcela importante terá formação no exterior, com o Brasil, como um dos principais destinos.
Neste ano, quase 800 profissionais angolanos iniciam a formação em instituições públicas brasileiras. Com isso, o programa já soma mais de 1,5 mil profissionais em formação ou já capacitados no Brasil.
Angola tem atualmente cerca de 35 milhões de habitantes e 65% da população é formada por jovens. Apesar dos avanços, os desafios na área da saúde ainda são grandes. Enquanto no Brasil a mortalidade infantil é de cerca de 12 mortes a cada mil nascidos vivos, em Angola o índice chega a 52.
Fortalecer o sistema de saúde angolano é um dos principais objetivos da cooperação entre os dois países.
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