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Marcelo Melo relembra a trajetória do Quinteto Violado

Vocalista destaca importância do grupo para música regional brasileira

Conversa com Roseann Kennedy

No AR em 09/07/2018 - 21:45

Paraíbano de Campina Grande, Marcelo Melo é o vocalista do Quinteto Violado, grupo que tem quase 50 anos de carreira. Um dos criadores da banda e um dos precursores da música regional brasileira, o músico fala da importância dessas obras para as próximas gerações.

Em entrevista ao Conversa com Roseann Kennedy, Marcelo relembra a trajetória do grupo e de trabalhos memoráveis, como os arranjos feitos para várias obras de Gonzagão, Dominguinhos e Geraldo Vandré, o qual considera um compositor fantástico. “O primeiro arranjo que a gente fez de Asa Branca, o Gonzaga se emocionou muito. Ele dizia que era o arranjo mais bonito que ele tinha escutado”, recorda.

“O Quinteto foi como um divisor de águas para a música nordestina”, diz vocalista do Quinteto Violado, Marcelo Melo
“O Quinteto foi como um divisor de águas para a música nordestina”, diz vocalista do Quinteto Violado, Marcelo Melo - Divulgação/TV Brasil

O vocalista tem orgulho de ter inspirado várias gerações e diz que no momento que o Quinteto Violado começou a trabalhar a música regional brasileira, muitos compositores e músicos da época chegaram a dizer que ouviam juntos todos os lançamentos do grupo. Fato este que influenciou novas criações e artistas nordestinos. Marcelo também lembra o eterno Chico Science, que traduziu, em seus tambores, a observação do comportamento do povo das favelas, “com um ritmo musical que encantou o mundo”.

Quando o Quinteto completou 40 anos, Marcelo conta que chegou a ouvir de Lenine: “Vocês (Quinteto Violado) fazem parte do meu DNA, de tão impregnada que a musicalidade de vocês está dentro da minha história”.

A preocupação do Quinteto em perpetuar a boa música está nos encontros que eles promovem com grupos de outros estados do país, como a Banda de Pau e Corda, Grupo Raízes e vários outros. O intuito é promover o intercâmbio da música regional sem caricaturas, bem como driblar as dificuldades já enfrentadas pelo grupo desde o seu nascimento. Para Marcelo é importante que esses movimentos sempre se mantenham, pois muita gente jovem faz sons interessantes na atualidade. “O Quinteto foi como um divisor de águas para a música nordestina. Num determinado momento a música nordestina tinha uma dificuldade muito grande de alcançar o ambiente do centro-sul, do sudeste, onde se sediavam as grandes gravadoras”.

Roseann Kennedy entrevista Marcelo Melo, vocalista do Quinteto Violado
Roseann Kennedy entrevista Marcelo Melo, vocalista do Quinteto Violado - Divulgação/TV Brasil

Para as próximas gerações, o grupo investe nos “Concertos Aula”, um projeto educador e pedagógico que difunde vários gêneros e ritmos musicais. “A gente percebeu que era muito importante utilizar esse nosso acervo, essa nossa forma de trabalhar a música como uma maneira também de educar, de trazer uma informação pedagógica para os jovens. Foi aí que nós criamos os 'Concertos Aula' e nós começamos a apresentar para a juventude. A gente despertava nas crianças o interesse pela música, pela música séria, pela música que tinha uma representatividade brasileira”.

*Excepcionalmente durante a Copa do Mundo na Rússia, o Conversa com Roseann Kennedy será exibido às segundas-feiras, às 21h45.

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