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Do Barroco ao Clássico

A Grande Música apresenta sonatas barrocas para flauta e cravo e um

A Grande Música

No AR em 28/04/2013 - 07:30

Vilém Veverka e seu oboéAs transformações do período barroco definiram os rumos da música ocidental. O sistema temperado (de afinação), especialmente, permitiu o amadurecimento de construções que combinavam o sentido horizontal da polifonia com a organização harmônica vertical. Alguns nomes que indicavam o sentido de determinada música acabam se tornando estruturas formais na transição para o classicismo. Até o período barroco, Sonata é um tipo de música instrumental feita "para soar". Eram indicações diretas do sentido: Cantata - "para cantar"; Sonata - "para soar", etc.

O programa A Grande Música desta semana apresenta dois exemplos de sonata barroca, ambos para flauta e cravo. O primeiro vem da escola alemã com Jakob Friedrich Kleinknecht, um compositor pouco frequente em nossas salas de concerto:

  • J. F. Kleinknecht – Sonata em Sol Maior (1º movimento: andante); Hazelzet & Ogg, flauta e cravo.

O segundo exemplo é uma sonata completa de Jean-Marie Leclair, compositor emblemático do barroco francês. O nome ainda representa o sentido de música para soar:

J-M. Leclair – Sonata Nº 5 em Sol Maior; Hazelzet & Ogg, flauta e cravo.

Na continuação, um concerto barroco, outra forma musical que irá depois assumir contornos diferentes a partir do classicismo. Em compositores como Telemann, já se percebe o domínio da escrita vertical, harmônica, que permite explorar o diálogo entre o instrumento solista e o conjunto instrumental:

G. P. Telemann – Concerto em mi menor, para Oboé e Orquestra de Cordas; Vilém Veverka, oboé; Solistas de Câmara de Brno; Regente: Ivan Matyás.

Haydn é o compositor que vai consagrar as formas típicas do classicismo. Especialmente, a chamada forma sonata, que tem características diferentes do período anterior. A estrutura de apresentação de dois temas contrastantes que serão desenvolvidos em seguida e depois reapresentados superando o contraste tonal entre eles, serve de base para as grandes composições a partir de então. Além das sinfonias, ele foi fundamental na consolidação do quarteto de cordas. Sua produção revela as perspectivas de conjunto desta formação que se torna uma das mais propícias à música de câmara:

J. Haydn – Quarteto em Si Bemol Maior, Op. 76, Nº 4;
 




 

Direção geral, apresentação e roteiro: José Schiller
Direção e edição: Gustavo Borjalo
Produção-executiva: Cristina Maluhy
 

Criado em 03/04/2012 - 18:05 e atualizado em 16/04/2013 - 12:36

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