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Os informais 

Reportagem retrata os desafios dos informais durante a pandemia

Caminhos da Reportagem

No AR em 26/07/2020 - 20:00

Trabalhadores sem carteira assinada, autônomos e empregadores sem CNPJ. Entregadores de aplicativos, manicures, diaristas, camelôs. Esses são alguns exemplos dos brasileiros e brasileiras que estão na informalidade, quando o assunto é mercado de trabalho. Antes da pandemia de Covid-19, eles representavam 40% da força de trabalho, chegando a 36 milhões de pessoas. Com as medidas de isolamento social adotadas por estados e municípios, muitos ficaram impedidos de sair de casa, o que resultou em um encolhimento dos postos de trabalho, inclusive dos informais.

Jodilma espera a quarentena passar para impulsionar o trabalho como designer de unhas
Jodilma espera a quarentena passar para impulsionar o trabalho como designer de unhas - Divulgação

Esta edição do Caminhos da Reportagem trata sobre o tema e mostra que a população negra é a mais atingida pela informalidade e, quando há um recuo na economia, a primeira a perder os empregos formais. Clátia Vieira, do Comitê Mulheres Negras da ONU, explica que “sempre que tem corte, sempre que precisa arrochar a economia, isso vai refletir diretamente na vida das mulheres negras”. Quase metade dessas mulheres está na informalidade. “Num tempo de pandemia, falar de informalidade também é falar de fome”, complementa Clátia.

Jodilma Almeida faz parte das trabalhadoras que perderam o emprego e se viram empurradas para a informalidade. “Estava exercendo a função de auxiliar de serviços gerais em uma pizzaria, só que devido a essa pandemia, meu patrão teve que dispensar alguns funcionários e eu estava no meio”, conta. Ela está recebendo seguro-desemprego e guardou o dinheiro do acerto na poupança. O marido, desempregado há um ano, conseguiu receber o auxílio emergencial do governo federal. Jodilma, que é designer de unhas, planeja agora trabalhar por conta própria. 

André Luiz, entregador de aplicativos, está trabalhando muito mais durante a pandemia
André Luiz, entregador de aplicativos, está trabalhando muito mais durante a pandemia - Divulgação

As diaristas, que já tinham vínculos precários, estão entre os grupos mais atingidos. Nossa equipe conversou com três mulheres que tiveram a demanda de trabalho reduzida e recorreram ao auxílio emergencial do governo. Já os entregadores de aplicativos viram o trabalho aumentar durante a fase de isolamento social. Segundo o IBGE, quatro milhões de brasileiros tiram o sustento dessas entregas. Homens, em sua maioria. Acompanhamos um dia de André Luiz, que teve um aumento de 60% nos pedidos de entrega. “Aumentou bastante porque o pessoal não pode sair”, explica.

O feirante, que é MEI, também teve queda na renda
O feirante, que é MEI, também teve queda na renda - Divulgação

Com as ruas mais vazias e o necessário distanciamento social, conversamos com feirantes, que mesmo sendo microempreendedores individuais, perderam renda com o fechamento temporário das feiras. Assim como os pequenos produtores rurais. Muitos idosos que ainda trabalham também  viram a renda diminuir. O programa ainda mostra o Movimento Black Money, que está auxiliando pequenos negócios a se reinventarem, com a ajuda da tecnologia.

Ficha técnica 

Reportagem: Flavia Peixoto 
Produção: Carolina Gonçalves, Flavia Lima, Flavia Peixoto, Francislene de Paula e Pollyane Marques 
Imagens: Sigmar Gonçalves
Auxílio técnico: Alexandre Souza
Edição de texto: Flávia Lima, Francislene de Paula e Ana Maria Passos 
Edição de imagens e finalização: André Eustáquio, Jerson Portela e Rivaldo Martins
Arte: Julia Costa

Criado em 22/07/2020 - 12:40

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