TV Brasil

Navegue pela TV  


  • dezembro 17th, 2009

    Episódio 13: Nova África apresenta Wangari Maathai

    Por Aline Midlej

    A equipe do Nova África entrevistou uma mulher extraordinária. Wangari Maathai não é apenas uma militante, a primeira africana a ganhar o  Prêmio Nobel da Paz, uma grande intelectual, ela é uma mulher que quebrou paradigmas, preconceitos, numa África ainda calcada no patriarcalismo e ainda ameaçada por sequelas do colonialismo e do neocolonialismo europeu. Wangari defende que os africanos repensem sua história para, a partir daí, escreverem um futuro, talvez inédito nessa região do mundo.

    livro5

    Ela é a principal voz do programa que encerrará a 1ª fase de exibições do Nova África, na próxima sexta-feira. Neste 13º episódio vamos relembrar muitas pessoas e histórias que a equipe conheceu ao longo desse ano, e que nos ajudou a entender um pouco mais o que se passa nesse surpreendente, porém desconhecido continente.

    Wangari em Naiorbi entrevistada por Aline Midlej.

    Wangari em Naiorbi entrevistada por Aline Midlej.

    Wangari Maathai é queniana e dedica a maior parte do seu tempo à luta por uma África autônoma, que seja dona de suas próprias riquezas. Riquezas essas que podem transformar a vida de milhares de pessoas e o futuro de muitas gerações.   Em países como a República Democrática do Congo, por exemplo, que é riquíssimo em recursos minerais, vimos que o povo congolês não tem benefícios com a exploração mineral que abastece empresas ao redor do mundo.

    Além de muitas vezes desconhecerem as riquezas de seus territórios cidadãos de muitas nações têm à frente governos que reproduzem as mesmas práticas opressivas dos  -ex-colonizadores. Seguem permitindo a exploração, em benefício de poucos.  Isso não é regra geral, mas tem acontecido bastante. Wangari fala pra quem quiser ouvir: “a África precisa de bons governantes”. E mais, diz que é hora do africano recuperar valores que se perderam com a dominação colonial e a imposição de um sistema de valores estrageiros e que não mediram forças para explorar, degradar e lucrar.

    Segundo as Nações Unidas, em 2009 a África atingiu 1 bilhão de habitantes. Um número grandioso, para um continente grandioso. Mas que pode ter muitas interpretações. A África tem mostrado, à força, seu potencial. Mas muitos países africanos ainda encabeçam a lista de nações com altíssimos índices de pobreza.

    Bebê Anastácia, cujo parto a equipe Nova África acompanhou em Zanzibar.

    Bebê Anastácia, cujo parto a equipe Nova África acompanhou em Zanzibar.

    Anastácia é uma das mais novas cidadãs africanas. Nasceu no dia 16 de novembro. Nela, como em muitas outras crianças, se depositam muitas esperanças desse novo futuro.  Não é todos os dias que se tem a oportunidade de acompanhar o nascimento de um ser humano tão de perto. Pois nós tivemos, na Ilha de Unguja, em Zanzibar. Anastácia veio ao mundo sob as lentes da equipe do Nova África.  Anastácia nos leva a discutir as novas possibilidades das mulheres na África de hoje. E nos faz relembrar das grandes africanas que conhecemos, muitas já dispostas a rediscutir o papel que querem cumprir. Vamos falar também de outras, não menos fortes, mas que optam por seguir suas tradições. Wangari Maathai se encaixa no primeiro caso. Milita pelas causas ambientais, mas o grito ecoa  nos direitos humanos…  No direito à vida, à educação, a oportunidades.

    Acompanhe nosso último programa do ano. Conheça Wangari Maathai, Anastácia e tenha uma nova chance de entender um pouco mais sobre os principais desafios do continente Africano.

    Caro/a leitor/a: de 25 de dezembro de 2009 até 19 de fevereiro de 2010 você poderá ver algumas reprises da série Nova África e a partir do dia 26 de fevereiro estaremos de volta, com novas descobertas. Até lá.

    um comentário
  • dezembro 9th, 2009

    Episódio 12: MGEUZO! A TRANSFORMAÇÃO DO QUÊNIA, VIA CELULAR….

    Por Aline Midlej

    MGEUZO significa transformação em swahili, a língua nacional do Quênia. E transformação é o que está acontecendo nessa parte da África. E por causa da tecnologia! O celular está chegando aos locais mais distantes do país. Está transformando muitas realidades. Mas estamos falando de uma tecnologia adaptada às necessidades dos africanos… Já imaginou poder pagar uma conta pelo celular? E transferir dinheiro com um toque? Pois isso já acontece na África. Nós percorremos diferentes regiões do país em busca desses quenianos transformados!

    Aline, Henry com o fazendeiro Githiomi em Lari Forest, Quênia.

    Aline, Henry com o fazendeiro Githiomi em Lari Forest, Quênia.

    Githiomi é aquele tipo de pessoa que encanta no primeiro olhar. Um senhor comunicativo, espontâneo que  acompanha as novidades. Ele é um fazendeiro que, passados os 70 anos de idade, viu a rotina mudar com a chegada do celular. Agora, não larga o aparelhinho. Os negócios ficaram mais ágeis, a vida, até mais divertida. Mas Githiomi não perde alguns hábitos interessantes…

    Nos cenários rurais do Quênia, transformados pelas torres de transmissão, o celular está aproximando as pessoas. Está diminuindo a saudade. A migrante Mercy está mais tranquila agora. O marido a visitar e aos filhos com mais frequência. Além disso, o dinheiro para as despesas da casa chega mais rápido, pelo celular! Quase toda semana, Mercy se arruma e vai até a cidade, onde retira o crédito que recebe pelo aparelho. A rotina se transformou! No Quênia, em regiões sem energia elétrica, sem rede de tratamento de água, sem agências bancárias, o celular assumiu o papel dos bancos!

    É difícil circular pela capital Nairobi e não ver um queniano com o celular na mão. Lá, até os telefones públicos utilizam a rede de telefonia móvel. É só chegar, pagar e falar. As lojinhas ficam espalhadas nos centros comerciais, em frente aos condomínios. Agora, até ônibus tipo lotação pode ser pago com o dinheiro eletrônico, via celular. Mas não é um ônibus qualquer não… Os MATATUS, como são popularmente conhecidos, são verdadeiras obras de arte.

    Matatus, Nairobi, Quênia. Foto: Padu Palmério

    Matatus, Nairobi, Quênia. Foto: Padu Palmério

    Venha conhecer esse Quênia transformado! Com a equipe do Nova África.

    7 comentários
  • dezembro 4th, 2009

    Episódio 11: Ruanda

    Em 1994, Ruanda foi palco de um genocídio que chocou o mundo.

    Os ‘hutus’ e ‘tutsis’ falam a mesma língua e, ao longo da história, ambos grupos casaram entre si e conviveram pacificamente. Mas o etnicismo criado pelos colonizadores levou a uma divisão forjada artificialmente que culminou no assassinato de cerca de 1 milhão de pessoas em 1994.

    Genocídio em Ruanda. Foto: S. Chacon
    Genocídio em Ruanda. Foto: S. Chacon

    Após quinze anos do genocídio, uma nova geração reconstrói Ruanda. O governo atraiu mão de obra estrangeira para ajudar a reformular o país. Em Kigali, os jovens fazem isso através do teatro e da mídia.

    Editores da Revista Blink, Kigali, Ruanda. Foto: Edu Palmério.
    BAC – T apresentador de um programa de Hip Hop numa rádio de Kigali. foto Padu Palmério.

    Ruanda que cultiva chá e café para a exportação é um país majoritariamente agrário: cerca de 80% da  população vive no campo. Mas a falta de terras continua ameaçando as novas gerações: o governo limitou o tamanho das propriedades e o número de filhos por família.

    Neste novo episódio da série Nova África um de nossos entrevistados é Paul Rusesabagina, que hoje vive exilado na Bélgica e ficou famoso por inspirar o filme Hotel Ruanda. Para ele, Ruanda é um vulcão prestes a explodir.

    Mas, o que pensam os ruandenses de Kigali após o massacre realizado pelos ‘hutus’ contras os ‘tustis’? Será que superaram o etnicismo criado pelos colonizadores e reforçado pelos hutus após a Independência?

    Como vivem os jovens ruandenses? Quais são suas perspectivas para o futuro?

    Editores da Revista Blink, Kigali, Ruanda. Foto: Edu Palmério.

    Assista o próximo episódio da série Nova África para conhecer a nova Ruanda.

    um comentário