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Os litorais

A vida nas costas oceânicas

Planeta Azul

No AR em 15/06/2016 - 01:00

Planeta Azul

O último episódio do Planeta Azul mostra a vida nas costas dos oceanos, a fronteira dinâmica que divide terra e mar. Sejam formadas por rochedos ou de areia fina, as costas estão em constante mudança. Poucos animais residem ali o ano inteiro: muitos vêm para procriar, outros são predadores que se aproveitam da fartura temporária graças às colônias de pássaros ou de mamíferos. O programa mostra a dificuldade da sobrevivência nas costas onde as ondas colidem espalhando o sal da água.

Nas Ilhas Galápagos, um dos poucos animais que conseguiu se adaptar a viver entre as ondas foi a iguana marinha. Ela se alimenta de algas e evita chamar a atenção do seu predador, o falcão-das-galápagos. Enquanto isso, tartarugas chegam para deixar seus ovos e focas e leões marinhos se arrastam até a praia para descansar e procriar. A jornada dos animais que atravessam o oceano em busca de um ninho ideal é espetacular. A cada ano, toda uma população de tartarugas-verde deixa a costa do Brasil para migrar até a pequena Ilha de Ascensão, no meio do Oceano Atlântico. Na ponta de Queensland, na Austrália, metade da população mundial das tartarugas Natator depressus retorna para uma só ilha, onde depositam seus ovos. Trinta e cinco dias depois, os filhotes tentam alcançar o mar fugindo de centenas de predadores. Mais de cinquenta por cento não sobrevivem.

Se para as tartarugas é difícil chegar até às praias, distantes de seu habitat natural, para os peixes a tarefa de alcançar as costas também não é simples. Todo ano, milhões de uma pequenina espécie chamada capelin chega até à província de Terra-Nova, no Canadá, para depositar seus ovos. Os pássaros oceânicos também passam pelo mesmo processo. Na isolada Ilha da Funk, costa de Terra-Nova, centenas de milhares de papagaios-do-mar, aves aquáticas e gansos-patola ocupam todo o espaço disponível com seus grandes e espetaculares ninhos.

As morsas chegam em grande número, se agrupando em praias isoladas. Ao sair do mar sua pele muda de branco para rosa devido à regulação da temperatura em mamíferos de sangue quente. Alguns tipos de focas e leões-marinhos também precisam deixar a água para procriar. Na Antártica, elefantes-marinhos visitam a costa do sul da Geórgia toda primavera. Mais de dez mil deles se reúnem em uma única praia. O motivo da aglomeração não é a vantagem em compartilhar informações sobre localização e comida, e principalmente, a chance das fêmeas poderem escolher os machos. A grande concorrência na hora da seleção fez com que os elefantes-marinhos tivessem a maior diferença entre machos e fêmeas do que em qualquer outro mamífero: os machos são verdadeiros lutadores, e seu corpo chega a ser quatro ou cinco vezes maior do que das fêmeas.

Quem também se beneficia com a viagem até a costa é o filhote nascido ali. Crescendo juntos, os filhotes estabelecem contatos que serão vitais para a vida no mar no futuro. Mas, nas Praias da Patagônia, o perigo aparece: orcas atacam repentinamente os filhotes que brincam nas ondas. Conforme os outros filhotes percebem que seus irmãos desapareceram, eles aprendem a evitar as sombras. Quando a temporada de acasalamento acaba, as praias estão vazias. O barulho que ecoava das cidades de pássaros se silencia. A vida que apareceu tão de repente retorna ao mar, de onde veio. Em constante mudança, nada permanece eternamente nas costas.

Produção BBC Worldwide




Criado em 10/07/2011 - 21:14 e atualizado em 06/06/2016 - 11:53

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