
Domésticos ou selvagens, até os grandes predadores se tornam vulneráveis diante do ser humano O Caminhos da Reportagem aborda os diferentes tipos de maus-tratos e os desafios para se garantir os direitos dos animais.
Apesar de considerados crimes, a violência física e o abandono de animais domésticos ainda são praticados em grandes proporções. Só no Abrigo Flora e Fauna, nos arredores de Brasília, vivem 300 cães e 200 gatos, todos encontrados em situação de maus-tratos. A coordenadora do abrigo, Orcilene Arruda, luta para dar um novo destino para esses animais, incentivando a castração e a adoção responsável. Foi por meio de ações como essa que a gata Yasmin conseguiu um novo lar. Apesar de ter os olhos arrancados com uma caneta por um menino de onze anos, ela foi resgatada, tratada e adotada pela professora Kathia Regina Vieira.
Milhares de cavalos também sofrem os traumas da agressão e do abandono. A maioria é usada em carroças por proprietários que nem sempre têm condições de garantir a saúde e o bem-estar dos animais. Famintos, doentes e com sérias lesões musculares, muitos cavalos acabam sacrificados. O uso de animais de grande porte em atividades esportivas e tradicionais também é comum, mas devido às condições a que muitos são submetidos, o confronto entre a cultura do homem e o bem-estar animal chegou à Justiça, o que coloca em xeque a existência de festas populares, como os rodeios e as vaquejadas.
O programa aborda a polêmica do abate de animais para alimentação; do uso de animais em laboratórios de pesquisas científicas para fins acadêmicos, médicos e estéticos; e, ainda,
do trabalho de zoológicos que têm se transformado em espaços de tratamento para vítimas de maus-tratos, como o rinoceronte Thor, resgatado de um circo em Brasília (DF) e que hoje se recupera de agressões físicas e psicológicas.
A equipe de reportagem conversa com pessoas que trabalham pela recuperação e liberdade de animais selvagens e silvestres. No Instituto Não-Extinção, onças que foram criadas em ambiente doméstico recebem estímulos para desenvolver o instinto de caça e voltar à natureza. Na Chapada Imperial, araras reaprendem a voar e recuperam o direito à vida em liberdade.
Reportagem: Débora Brito
Produção: Débora Brito e Suzana Guimarães
Imagens: André Rodrigo Pacheco
Auxiliar técnico: Dailton Matos e Alexandre Souza
Edição de Texto: Suzana Guimarães
Edição de Imagens E Finalização: Márcio Stuckert
Apoio à produção: Nelson Lin (TV Brasil – SP), Wenderson Alves (TV Ceará – CE), Bárbara Doro (Rede Minas)
Apoio imagens: Sigmar Gonçalves (Brasília), Rogério Verçoza (Brasília), Eduardo Viné (SP), Alexandre Nascimento Silva (SP), João Batista (CE), João De Mattos (MG)
Apoio Técnico: Edivan Viana (Brasília), João Batista (SP), Maurício Aurélio Marcelo (SP)
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