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O esporte na África

Camaronês Roger Milla e sul-africano Chester Williams revelam suas

Nova África

No AR em 26/04/2017 - 09:30

Atletas da escola de futebol "Les Brasseries" em CamarõesO ponto máximo na trajetória de qualquer atleta é a sua subida no pódio. Para grande parte dos ocidentais, um treinamento rigoroso tem como único objetivo a conquista de medalhas e a vitória frente aos adversários. Mas, na África, o esporte pode representar algo maior do que premiações e glória. É comum encontrar atletas prestigiados como heróis nacionais sem o glamour e o assédio da mídia global. Nesse continente, o esporte é cultura, tradição e, em alguns casos, uma questão de poder.

O Nova África mostra um pouco dessa realidade e a interação dos africanos com esportes pouco conhecidos. Essa jornada começa em Camarões, uma potência do futebol em todo o continente. Apelidados de Leões Indomáveis, a seleção deste país chamou a atenção de todo o mundo ao vencer, de virada, um jogo contra a Argentina e, mais tarde, ao ganhar do Brasil e conquistar a medalha de ouro nas Olimpíadas de Sidney, em 2000.

Apesar da fama, o país luta para organizar e tornar profissional o futebol camaronês. A repórter Dina Adão conversa com o técnico da seleção responsável pela vitória olímpica do país que fala sobre a equipe campeã e os principais desafios do esporte em Camarões.

O programa mostra também a escola de futebol Les Brasseries responsável pela formação de muitos campeões africanos. Após o sucesso nos gramados, as autoridades de Camarões, preocupadas com o futuro, viram a necessidade de investir num espaço que pudesse formar novos jogadores. Com esse objetivo, a Les Brasseries foi criada no intuito de dar todo o suporte para que crianças pudessem evoluir para craques de futebol. Na escola, os futuros jogadores estudam, se alimentam, dormem e aprendem os segredos do futebol arte.

O Nova África também mostra jogadores prestigiados como Roger Milla, jogador da seleção de Camarões, que em entrevista conta os dilemas do futebol do seu país e os caminhos que precisam ser trilhados para o sucesso em campeonatos internacionais.

De Camarões o Nova África segue para o Senegal e descobre o Lamn, uma luta tradicional e muito popular no país. No começo a luta possuía um caráter tribal onde o vencedor recebia como prêmio arroz, boi ou até mesmo uma cabra. Hoje o Lamn atrai enormes públicos e movimentam muito dinheiro. A arte é acompanhada por batuques, canos e danças num grande ritual. O programa mostra que o misticismo africano também faz parte do Lamn. A disputa conta com a magia e cada lutador possui o seu próprio feiticeiro que ajuda na proteção e na derrota do oponente.

Do Senegal para a África do Sul. Numa entrevista especial, o ex-jogador da seleção sul-africana de rúgbi, Chester Williams fala da sua experiência nos gramados. Único negro no time, o atleta participou, e ganhou o campeonato mundial de rúgbi em 1995. Uma disputa histórica em seu país que chegou, até mesmo, a ser retratada no filme Invictus, dirigido por Clint Eastwood, em 2009. A importância e simbolismo da disputa foi de tal proporção que o próprio, Nelson Mandela presidente do país na época, a utilizou para promover a paz e a união de um país marcado pelo racismo e a segregação.
 




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