Digite sua busca e aperte enter

Compartilhar:

Bahia 70

Antonio Carlos e Jocafi revisitam os grandes sucessos da carreira

Samba na Gamboa

No AR em 30/11/2018 - 21:45

Este Samba na Gamboa celebra uma dupla que marcou a música brasileira desde os anos 1970: Antonio Carlos e Jocafi. Responsáveis por clássicos imortais, eles contam sua trajetória e relembram sucessos da carreira de quase cinco décadas.    

No repertório, composições como “Você abusou”, “Mirê, mirê”, “Minhas razões”, “Jesuíno galo doido”, “Desacato”, “Toró de lágrimas”, “Maracangalha”, “Retalhos de cetim” e “Só danço samba”.  De uma rivalidade no início da época dos festivais, nasceu a parceria que levou a sonoridade da música brasileira para palcos do mundo inteiro. Os artistas foram responsáveis por alguns dos mais famosos temas de novelas. A canção “Você abusou” fez sucesso internacional, com uma bem-sucedida versão francesa. No programa, os baianos relembram essas passagens marcantes e as homenagens, em 2010, pelos quarenta anos de vida artística. Também falam de curiosidades da época dos festivais, quando foram aplaudidos por Jorge Amado e Dorival Caymmi em júri. 

O ex-guitarrista da orquestra do maestro Carlos Lacerda, Antonio Carlos Marques Pinto, e o multi-instrumentista Jocafi (João Carlos Figueiredo) começaram a ser conhecidos do público em 1969, através da música “Catendê”, inscrita no Festival de Música Popular Brasileira. Defendida por Maria Creuza, ela acabou fazendo sucesso e gravada pela cantora. Após assinar contrato com uma gravadora, os dois lançaram o disco “Mudei de ideia”, com “Desacato” e “Você abusou”. Foi um imenso sucesso. A partir desse momento, foram procurados por artistas como Maysa para gravar suas músicas. Começava uma carreira sólida, que iria tornar célebre o nome da dupla na história da música popular brasileira. Em 1972 o disco “Eu sei que vou te amar”, de Maria Creuza, Toquinho e Vinicius de Moraes, foi lançado com uma composição dos talentosos baianos, “Catendê”, no repertório. 

Antonio Carlos e Jocafi, responsáveis por clássicos imortais, relembram sucessos da carreira de quase cinco décadas
Antonio Carlos e Jocafi, responsáveis por clássicos imortais, relembram sucessos da carreira de quase cinco décadas - Divulgação/TV Brasil

Com o sucesso, suas músicas ficaram conhecidas por todo o país. Eles se apresentaram em vários festivais e fizeram shows no Brasil e no exterior. Desde então, são muitos sucessos lançados, como “Encabulada”, “Presepada”, “Simbarerê” e “Transas”, do disco “Cada segundo”. Em 1973, lançaram o álbum “Antonio Carlos e Jocafi”, com parcerias como “Teimosa”, “Dona da casa” e “Glorioso Santo Antonio”. No ano seguinte, foi a vez de as canções “Toró de lágrimas” (dos dois músicos com Vevé Calazans) e “Dona Flor e seus dois maridos”, do repertório do LP “Definitivamente”, emplacarem. 

Logo depois, alcançaram o segundo lugar no “World Popular Song Festival”, em Tóquio, com a composição “Diacho de dor”. Desde então, foi uma sequência de bem-sucedidas obras com repercussão aqui e lá fora. Sua canção “Aventureiro”, composta pela dupla com Júlio São Paio, tema da novela “Sinhá moça”, chegou a ser exibida em mais de 20 países. No disco “Antonio Carlos e Jocafi cantam Jorge Amado”, os fãs puderam desfrutar toda a intimidade da dupla com a obra do imortal escritor baiano em canções como “Teresa Batista”, “Dona Flor e seus dois maridos”, “Malvina”, “Gameleira”, “Princesa da noite”, “Otália da Bahia”. Em 2010, Antonio Carlos e Jocafi foram homenageados em Salvador pela Escola Baiana de Canto Popular, no palco do Teatro Solar Boa Vista, pelos 40 anos de carreira. 

Deseja fazer algum tipo de manifestação?

Favor copiar o link do conteúdo ao apresentar sua sugestão, elogio, denúncia, reclamação ou solicitação.

Criado em 29/11/2018 - 10:50

Ultimas

O que vem por aí