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Tensão entre Coreia do Norte e Estados Unidos

O Programa desta semana repercute o risco de guerra entre os países

Diálogo Brasil

No AR em 02/10/2017 - 22:00

O professor de relações internacionais da Universidade de Brasília (UnB) Juliano da Silva Cortinhas não aposta na hipótese de uma guerra entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, mas tampouco a descarta. “Estamos vivendo período de risco mais elevado do que normalmente se tem”, diz ele, ao comentar a tensão crescente. Já o repórter do Correio Braziliense Renato Alves, que acaba de voltar do país asiático e era o único jornalista do Ocidente que estava lá no dia do sexto teste nuclear do regime de Kim Jong-Un, entende que “a ameaça nuclear, no momento, é maior por parte dos Estados Unidos”. Mas admite o risco de um erro detonar o conflito, citando como exemplo os mísseis que cruzaram o Japão e teriam causado uma tragédia se caíssem pelo caminho.

Diálogo Brasil Coreia do Norte
Diálogo Brasil Coreia do Norte - Divulgação

Juliano Cortinhas e Renato Alves são os convidados de hoje do Diálogo Brasil, que debate a crise e mostra particuliaridades daquele é considerado o país mais fechado do mundo. Uma delas, conta Renato, é o fato de não haver menção à família. “Não existe a figura do pai, da mãe, da família”, diz ele, esclarecendo que cabe ao Estado prover tudo. “Vi bebês de quatro, cinco meses abrigados pelo Estado, em recintos totalmente controlados pelo regime.” Em visitas a berçários, orfanatos, creches e escolas, o repórter constatou, até na decoração, a convivência permanente com “o medo e o ódio”. Personagens infantis ornamentam paredes, armados com arsenal potente e, às vezes, disparando.

Sobre a disputa entre Donald Trump e Kim Jong-Un, Renato avalia, contudo, que o norte-coreano é a parte previsível, sendo até mesmo metódico. O professor Juliano concorda. E explica que Jong-Un segue a linha da dinastia que há quase 70 anos comanda a Coreia do Norte - primeiro com o avô, Kim Il-sung, depois com o pai, Kim Jong-il. Já Trump é imprevisível, embora não tenha a autonomia do adversário no comando da máquina de guerra, limitado que é pela estrutura do Estado americano.

Também participam do programa, com gravações em vídeo, o cientista político e especialista em Ásia das Faculdades Integradas Rio Branco, Alexandre Uehara; o estudioso da política externa dos EUA e professor de Relações Internacionais da Universidade Católica de Brasília Creomar Souza; a doutora em Ciência Política, mestre em História Social e professora da Escola de Guerra Naval Sabrina Medeiros; e a pesquisadora da Península Coreana da mesma instituição, Marcelle Torres

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