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Biorrenda

Programa mostra que é possível produzir sem degradar o meio ambiente

Sustentáculos

No AR em 31/01/2011 - 03:00

O Brasil é um dos países mais ricos do mundo em biodiversidade e, por isso, é muito importante saber preservar este patrimônio. A comunidade local, com seu conhecimento tradicional, é fundamental para esse trabalho. Mas, muitas vezes, por falta de opção, ela própria contribui com a degradação do meio ambiente, caçando animais em extinção e desmatando.

Biorrenda é o nome do próximo episódio de Sustentáculos, que vai ao ar nesta segunda-feira (31). O programa mostra que existem iniciativas sendo feitas no país com o intuito de conscientizar e oferecer alternativas de renda para a população local, para que ela se insira na economia formal sem destruir a natureza.

Em Regência, no Espírito Santo, por falta de informação e opção econômica, os pescadores matavam as tartarugas da região para comercializar sua carne e ovos de forma ilegal. O apresentador Caio Braz esteve lá e conversou com os coordenadores do projeto Tamar, que tem como objetivo pesquisar e conservar as tartarugas marinhas. Eles criaram um programa para conscientizar os pescadores da vila, e uma confecção para as mulheres trabalharem, a Confecção Pró-Tamar. Com o projeto, as mulheres ganharam uma renda fixa com a confecção de roupas e produtos que são vendidos nas lojas criadas pelo Tamar. Seus maridos, por sua vez, não precisam mais caçar as tartarugas para a venda ilegal.

Caio também entrevista antigos caçadores de tartarugas hoje convertidos em protetores da espécie. Acompanha ainda a produção das costureiras locais, a desova das tartarugas e até a FUBECA - manifestação cultural típica da Vila de Regência.

Já Felipe Aragonez foi até ao Cerrado brasileiro para conhecer a história do baru - uma árvore ameaçada pelo desmatamento e que produz uma castanha de alto valor nutritivo. O apresentador visitou o assentamento Rancho Grande, em Goiás, que transformou o baru na sua principal fonte de renda. Essas comunidades faziam uso da terra de forma predatória por falta de alternativas e mesmo de conscientização. Com o apoio técnico do Centro de Desenvolvimento Agroecológico do Cerrado (Cedac) formaram a Rede de Comercialização Solidária de Agricultores Familiares e Extrativistas do Cerrado e a história mudou.

Junto com o agricultor, seu Orélio, ele coloca a mão na massa, aprende como se planta, se colhe e se processa o fruto sem dizimar a verdadeira fonte dessa riqueza: a árvore. O baru vira castanha, biscoitos e até carvão 100% ecológico.

Apresentação Felipe Aragonez, Marina Thomé e Caio Braz

Livre

Horário: segunda, 20h30
Reapresentação: sábado, 16h30




Criado em 31/01/2011 - 13:14 e atualizado em 31/01/2011 - 13:14

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