
O Conexão Roberto D"Avila de domingo (14) vai receber a atriz parisiense Irène Jacob que, recentemente, foi protagonista do filme Rio Sexy Comedy, do diretor americano radicado no Brasil, Jonathan Nossiter.
Na conversa com o jornalista Roberto D" Avila, a atriz comenta sobre sua infância e adolescência vividas em países como Suíça, Estados Unidos e França. Conta como é difícil ser artista, principalmente na França, com tantas pessoas talentosas e, ao mesmo tempo, um país com muitas oportunidades.
Quando fala de Shakespeare, Iréne diz que "para um ator é um sonho poder encenar Shakespeare, bem como Tchecov". "São histórias muito ricas e complexas, cada verso é um poema. É realmente o que chamamos de repertório, pois podemos encená-lo ao longo dos anos", avalia.
Segundo a atriz, a tradição teatral em Paris é grande, mas em Londres é ainda maior. No cinema, ela trabalhou com grandes diretores, e diz que, se o filme não lhe toca, prefere não fazê-lo. "Muitas vezes os papéis que encontramos podem ter sido propostos a outras pessoas antes, mas é a pessoa que o aceita que o faz existir", comenta.
Ainda na entrevista ao Conexão, a atriz fala do mercado francês de cinema, de seu desejo de fazer mais filmes franceses e da outra atividade que realiza como cantora.
Vale lembrar que Irène Jacob é considerada uma das mais destacadas atrizes francesas de sua geração. Ela estreou nos palcos em 1977, aos 11 anos, e estudou teatro na prestigiosa Rue Blanche, como é conhecida a academia francesa de drama. Teve aulas, ainda, no Estúdio de Artes Dramáticas de Londres e no Conservatório de Música de Genebra.
No cinema, Irène participou de 44 filmes, mas o sucesso veio em 1991, quando o diretor polonês Krzysztof Kieslowski a convidou para o papel principal de A Dupla Vida de Veronique. Por sua atuação no filme, Irène ganhou o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes.
Com o sucesso, ela recebeu vários convites de grandes estúdios americanos, mas preferiu continuar na França, participando de filmes de baixo orçamento. Outro sucesso é A Fraternidade é Vermelha, do mesmo diretor polonês, reconhecido pela crítica como um dos melhores filmes de todos os tempos das atrizes europeias mais requisitadas por Hollywood.
Horário: Domingo às 20h00
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