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Zola Star: músico africano cria rede de imigrantes no Brasil

Compositor nasceu no Congo e vive desde 1993 no Rio de Janeiro

Filho de pai angolano e nascido no Congo, Zola Star acredita ter uma missão: divulgar a música africana no Brasil. O cantor e compositor chegou ao Rio de Janeiro em 1993, fugindo da guerra civil que devastava Angola, país em que estava vivendo. O autoexílio foi providencial: caso ficasse em solo angolano, Zola seria obrigado a se alistar no serviço militar. Ao invés de soldado num conflito fratricida, ele preferiu levar o sonho de viver da música para outro continente. No Brasil, juntou-se a um pequeno exército de músicos imigrantes. Uma nova batalha estava começando.

Zola Star é cantor e compositor
Zola Star é cantor e compositor - Divulgação

Passadas mais de duas décadas, Zola é hoje uma referência para outros imigrantes que se instalaram em Brás de Pina. O bairro no subúrbio carioca comporta uma crescente colônia congolesa. Ao vir para o Brasil, Zola teve que deixar sua namorada, a enfermeira Talu. Os dois só se reencontrariam sete anos depois, no Rio. Hoje, o casal tem dois filhos e enfrenta a dura e pouco conhecida realidade dos imigrantes africanos no Brasil.

Antes de se dedicar exclusivamente à música, Zola exerceu por aqui ofícios menos artísticos, como motorista de ônibus, operador de caixa e pintor de obra, além de acompanhar outros músicos como guitarrista. Admirado e apoiado em sua missão por uma rede de importantes músicos brasileiros, o cantor lançou, no início de 2017, o seu primeiro CD: “60 graus”. No disco, Zola fala sobre a paz entre os povos africanos, amor e homenageia o Brasil.

Direção: Felipe Careli
Codireção e roteiro: Pedro Sprejer
Produção: Vicente Figueira

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